Bahia tem 5.000 novos casos de dengue em quatro semanas
da Agência Brasil
Em apenas quatro semanas, a Bahia registrou um acréscimo de 5.000 novos casos de dengue no Estado, segundo a Divep (Diretoria de Vigilância Epidemiológica). Até o dia 25 de abril, já tinham sido notificados 60 mil casos da doença no Estado.
Para controlar o aumento da doença nos municípios --principalmente em Jequié, Itabuna, Porto Seguro, Ilhéus e Salvador, os mais afetados pela dengue-- foram deslocadas equipes de vigilância para estas regiões com o objetivo de dar apoio às ações de combate ao mosquito transmissor.
Além disso, foi intensificado o uso de inseticidas, capacitação de profissionais e a distribuição de material informativo para a população.
Segundo a técnica da coordenadoria de agravos da Divep, Isabel Xavier, o número de leitos existentes nos hospitais e postos de saúde não são suficientes para atender à demanda. "Nos municípios de Jequié, Itabuna e Ilhéus aumentamos o número de leitos e construímos tendas próximas aos postos de saúde para dar um suporte e agilizar os atendimentos dos pacientes", disse.
Nos municípios em que a doença começou a apresentar sinais de aumento, a Secretaria de Saúde formou grupos de força tarefa para dar suporte à população e tentar minimizar a situação.
Isabel afirma que mesmo com a quantidade de casos no Estado --a maior registrada desde 1997-- a perspectiva é de que com a chegada das chuvas a temperatura possa diminuir e os índices da doença também.
Mortes
De acordo com o boletim epidemiológico divulgado na última segunda-feira (4) pela Divep, foram registrados também 416 casos graves e 49 mortes. Ainda há 56 casos em investigação, sendo que 84% dos municípios da Bahia foram afetados.
Devido ao excesso de trabalho, o Hospital de Base de Itabuna funcionou na segunda-feira, durante duas horas, com 30% da sua capacidade. Os funcionários pararam as atividades para reivindicar melhores salários. Na terça-feira (5), os funcionários entraram em acordo com a Secretaria de Saúde do município e suspenderam a paralisação.
Segundo Isabel, os técnicos do município estão esgotados e que, desde dezembro, eles trabalham em ritmo intenso. "Acredito que a secretaria tenha negociado com eles. Porque uma greve nesse momento criaria um caos", ressalta.
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