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Cotidiano
08/05/2009 - 20h17

Brasil tem 1ª transmissão de gripe suína dentro do país; total chega a 6

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da Folha Online

O número de casos confirmados de gripe suína no Brasil subiu nesta sexta-feira para seis --ontem eram quatro. Uma das transmissões da doença ocorreu dentro do país. Os números foram divulgados por volta das 20h15 de hoje pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

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Rafael Andrade/Folha Imagem
Ministro da Saúde fala no Rio sobre a gripe suína; Brasil tem seis casos da doença
Ministro da Saúde fala no Rio sobre a gripe suína; Brasil tem seis casos da doença

De acordo com o ministro, o contágio dentro do Brasil ocorreu no Rio. Trata-se de um homem de 29 anos, amigo do paciente de 21 anos ainda internado e que já teve o diagnóstico confirmado para a doença.

Ambos tiveram contato no último domingo (3) e são os únicos que permanecem internados. Eles devem ficar no hospital universitário Clementino Fraga Filho, ligado à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), por dez dias --tempo que dura o ciclo do vírus. O Ministério da Saúde informou que monitora 108 pessoas que tiveram contato com os dois pacientes.

Outro caso confirmado hoje é de uma criança de 7 anos que passou férias na Flórida (EUA), ficou internada desde segunda-feira (4) no Hospital Infantil de Florianópolis (SC), e já teve alta.

Três pessoas, que tiveram o diagnóstico de gripe suína confirmados na quinta-feira (7), já tiveram alta médica. Dois deles são de São Paulo e outro, de Minas.

Controle

Também nesta sexta, Temporão afirmou que não há risco de surto da gripe A (H1N1) no país.

O ministro admitiu que não há facilidade de controle de gripe suína nos aeroportos porque o monitoramento dos casos depende de o paciente se manifestar. Ele afirmou que "a população deve colaborar para que não haja um aumento no número de casos".

Temporão afirma que devem procurar o serviço médico as pessoas que viajarem para áreas de risco e retornarem ao Brasil com sintomas ou tiverem contato próximo com pessoas que chegaram do exterior e podem ter contraído a doença.

Guilherme Lara Campos/Folha Imagem
Brasileiros retornam do México com máscaras contra gripe suína, em Guarulhos
Brasileiros retornam do México com máscaras contra gripe suína, em Guarulhos

Orientações

Nesta sexta, entidades médicas divulgaram procedimentos a serem adotados em relação à gripe suína.

Segundo o documento, assinado pela AMB e pela SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), entre as recomendações para evitar a doença estão higienizar as mãos com frequência, utilizando água e sabão e reduzir o tempo de contato com pessoas potencialmente doentes ou a permanência em ambientes com aglomeração de pessoas.

Mundo

O mais recente balanço da gripe suína da OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta que há 2.500 casos de gripe suína em 25 países.

A organização mantém o México como o país mais afetado pela doença, com 1.204 casos confirmados em laboratório, incluindo 42 mortes.

Os Estados Unidos ficam em segundo lugar, com 896 pessoas infectadas, incluindo duas mortes --de um bebê mexicano e de uma mulher, ambas no Texas. A organização não inclui em seu relatório o novo saldo da doença apresentado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano, que registra 1.639 casos em 43 Estados. O vizinho Canadá aparece em terceiro, com 214 casos confirmados da gripe suína.

Arte/Folha Online

Com DIANA BRITO, da Folha Online, no Rio, CAROLINA FARIAS, CLAYTON FREITAS, MARINA NOVAES, da Folha Online, em São Paulo, e LÍVIA MARRA, editora de Cotidiano da Folha Online.

Comentários dos leitores
Caro Eugenio Araujo,

A prescrição e dispensação do Olseltamivir fora dos critérios previstos no protocolo do Ministério da Saúde ficam sob a responsabilidade conjunta do médico responsável pela prescrição e da autoridade de saúde local. Nesse caso, a autonomia do profissional está em decidir ou não pela prescrição do medicamento.

Quanto à venda do medicamento nas farmácias, como já foi dito anteriormente, o Ministério da Saúde não a proibiu, porque não tem atribuição para isso. A falta do remédio ocorreu porque a empresa fabricante não conseguiu suprir a demanda do mercado. Segundo o laboratório, o remédio estará disponível nos estabelecimentos comerciais assim que suprir a demanda dos governos. Continuamos à disposição.
fernanda.scavacini@saude.gov.br
Assessoria de Comunicação
Ministério da Saúde
sem opinião
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eugenio araujo (87) 10/12/2009 00h17
eugenio araujo (87) 10/12/2009 00h17
MS
Continuo afirmando que no seu "Protocolo" diz que a prescrição de medicamentos fora do protocolo deve ser validado pela autoridade de Saude local. Isto nao está escrito????Do momento que algo tem que ser em conjunto, não existe autonomia individual, ou seja, o medico que prescreve fora do protocolo deve ser validado pela autoridade de saude local. Então onde esta a autonomia do medico, ou voces mudam o protocolo, ou deixem de dizer mentiras. Pois vale e o que esta escrito em procedimento.
E por falar no tamiflu, quando voces vão deixar de estatizar o mesmo?
Em nenhum pais existe (vamos dizer + 2) . existe esta proibição de vendas em farmacias, ou como voces dizem " o labratorio esta atendendo demanda elevada". Por que no Brasil é diferente dos outros paises, o laboratorio instalado aqui é diferente dos outros paises, pois consegue atender a demanda do mundo, menos do Brasil. Tenha a santa paciencia. não somos bobos. Voces dificultaram o acesso ao medicamento atraves de prescrição medica. Não temos direito de livre escolha de medicos e comprar o medicamento onde quisermos (obs. com prescrição medica, que fique bem claro).
5 opiniões
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Olá Ana Leal,

O Comitê Assessor para Vacinas da Organização Mundial de Saúde divulgou uma nota no dia 4/12 informando que todas as vacinas com e sem adjuvantes foram testadas e são seguras.
Até o momento não se tem evidenciado aumento da ocorrência de eventos adversos graves, em relação à média observada nos últimos anos para outras vacinas.
Para mais informações:
fernanda.scavacini@saude.gov.br.
Assessoria de Comunicação
Ministério da Saúde
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