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Cotidiano
16/05/2009 - 20h47

Mais de 60 mil pessoas deixam suas casas por causa das chuvas no Ceará

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Colaboração para a Folha Online

A Defesa Civil cearense registra neste sábado um total de 64.040 pessoas fora de suas casas devido às chuvas que atingem a região e já deixaram, pelo menos, 15 pessoas mortas no Ceará.

O Estado é o segundo com maior número de cidades em emergência, segundo o Sedec (Secretaria Nacional de Defesa Civil), do Ministério da Integração Nacional, com 79 municípios com decretos aprovados. O Maranhão é o mais atingido, com 92 cidades na mesma situação.

Ainda de acordo com o órgão, as chuvas que atingem o Estado do Ceará deixaram 38.131 desalojados --estão hospedadas com amigos ou familiares-- e 25.909 desabrigados, ou seja, dependem de abrigos públicos. Além disso, 148 pessoas tiveram ferimentos devido as enchentes, enxurradas e deslizamentos.

O governo do Estado afirmou que já enviou cerca de 340 toneladas de alimentos para as regiões mais afetadas, além de produtos como colchões, travesseiros, toalhas, kits de limpeza, entre outros. O governo também destacou que cerca de R$ 4,2 milhões também já foram repassados para prefeituras da região.

País

Em todo o país, as chuvas já fizeram com que 342.231 pessoas deixassem suas casas em 13 Estados. Desse número, 226.224 estão pessoas desalojadas e 116.007 desabrigados.

Segundo a Sedec (Secretaria Nacional de Defesa Civil), do Ministério da Integração Nacional, as notificações das coordenadorias estaduais de defesa civil indicam que 1.339.113 pessoas foram afetadas pelas chuvas.

Ao menos 391 municípios de 13 Estados --Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Acre, Amazonas, Pará e Santa Catarina-- foram afetados.

Previsão

De acordo com alerta da Defesa Civil Nacional, o domingo (17) será chuvoso em 18 Estados brasileiros: Minas, Espírito Santo, Amazonas, Acre, Rondônia, Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Mato Grosso e Goiás.

Em todos os Estados, as chuvas podem vir acompanhadas de rajadas de vento forte e descargas elétricas. Em algumas áreas isoladas, não está descartada a possibilidade de ocorrer queda de granizo.

O órgão recomenda que a população evite áreas de alagamento e regiões de encostas e morros, já que as chuvas aumentam os riscos de deslizamentos. Também alerta para que a população evite trafegar por áreas com pouca ou nenhuma proteção contra raios e ventos fortes.

Os alertas preventivos são baseados em informações do Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), e do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

Veja como fazer doações para o Nordeste

Cruz Vermelha (para todos o atingidos do Nordeste)

Unibanco
Agência 0472
Conta 235.000-8

Defesa Civil do Piauí

Banco do Brasil
Agência 3791-5
Conta 2004-4

Ceará / Campanha Força Solidária

Caixa Econômica Federal
Agência 3281
Operação 003
Conta 300-1

Banco do Brasil
Agência 3515-7
Conta corrente 11024-8

Banco do Nordeste do Brasil
Agência 016
Conta corrente 29393-8

SOS Maranhão

Caixa Econômica Federal
Agência 0027
Conta corrente 1000-2
Operação 006

Banco do Brasil
Agência 2954-8
Conta corrente 2222-5

Comentários dos leitores
jairo dias (1) 15/06/2009 19h27
jairo dias (1) 15/06/2009 19h27
olha sò eu queria saber. ..cadê o velhinho(engenheiro, ou sei la o que) que apqreceu em reportagens de tv dizendo um ou dois dias antes que tava tudo bem e que a barragem não romperia... sem opinião
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José Nilson Campos (5) 31/05/2009 14h02
José Nilson Campos (5) 31/05/2009 14h02
Antes de buscar culpado(s) é importante estruturar os fatos. Há duas coisas distintas: 1) o arrombamento da barragem e 2) a remoção das populações das áreas de risco. O erro pode estar em dois pontos: 1)No projeto ou na construção. Somente uma perícia técnica bem feita pode identificar as causas. No segundo caso, remoção das populações, deixou-se de aplicar o princípio da precaução. Para tomar decisões em situações de riscos, como no caso, é necessário um sistema institucional competente e estabelecido. A informação técnica, de um comitê de alto nível, deve ser transferida para os decisores político-institucionais. Não se deve, nunca, em situações dessa natureza, deixar a responsabilidade em um único indivíduo.
Em aviação uma queda de uma aeronave é, quase sempre, uma tragédia que resulta em muitas vítimas. Contudo, essas tragédias são objeto de perícias e estudos para criar procedimentos e técnicas que reduzam o número de desastres no futuro. Assim devia ser feito com desastres em barragens. Cada desastre devia ser objeto de um relatório completo para uma entidade superior que iria estabelecer políticas de segurança de barragem. É uma pena que na busca de um Estado mínimo, coisas importantes como segurança de barragens ou de outras grandes obras de Engenharia tenham sido esquecidas. É hora de repensar. Que desastres como esse sirvam para instituir um sistema que possa poupar vidas no futuro.
14 opiniões
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Simpson Bonner (157) 29/05/2009 20h54
Simpson Bonner (157) 29/05/2009 20h54
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