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Cotidiano
18/05/2009 - 09h03

Cidades do Nordeste enfrentam falta de luz devido às chuvas

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Colaboração para a Folha Online

Parte dos moradores de cidades atingidas pelas enchentes no Maranhão, no Ceará e no Piauí enfrenta a falta de energia até em abrigos improvisados, informa reportagem de Matheus Magenta e José Eduardo Rondon publicada na edição desta segunda-feira da Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).

A falta de energia é crítica em ao menos 78 cidades. A reportagem passou uma noite em um abrigo em Trizidela do Vale (região central do Maranhão), onde 80% do município está às escuras há cerca de duas semanas. Sem eletricidade, há dificuldade para preservar alimentos por falta de geladeira e de espantar mosquitos devido à ausência de ventiladores.

Fernando Donasci/Folha Imagem
Maria de Nazaré Soares, que está em abrigo com familiares; eles se revezam para dormir
Maria de Nazaré Soares, que está em abrigo com familiares; eles se revezam para dormir

As empresas responsáveis pelo fornecimento de energia afirmam que a interrupção ocorre em razão de danos na rede e dificuldade de acesso para consertar os estragos. Além disso, há a preocupação em preservar a integridade física dos moradores --já que acidentes elétricos são comuns em áreas alagadas.

País

Em todo o país, as chuvas já fizeram com que 342.231 pessoas deixassem suas casas em 13 Estados. Desse número, 226.224 estão pessoas desalojadas e 116.007 desabrigados.

Segundo a Sedec (Secretaria Nacional de Defesa Civil), do Ministério da Integração Nacional, as notificações das coordenadorias estaduais de defesa civil indicam que 1.339.113 pessoas foram afetadas pelas chuvas.

Ao menos 391 municípios de 13 Estados --Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Acre, Amazonas, Pará e Santa Catarina-- foram afetados.

Veja como fazer doações para o Nordeste

Cruz Vermelha (para todos o atingidos do Nordeste)

Unibanco
Agência 0472
Conta 235.000-8

Defesa Civil do Piauí

Banco do Brasil
Agência 3791-5
Conta 2004-4

Ceará / Campanha Força Solidária

Caixa Econômica Federal
Agência 3281
Operação 003
Conta 300-1

Banco do Brasil
Agência 3515-7
Conta corrente 11024-8

Banco do Nordeste do Brasil
Agência 016
Conta corrente 29393-8

SOS Maranhão

Caixa Econômica Federal
Agência 0027
Conta corrente 1000-2
Operação 006

Banco do Brasil
Agência 2954-8
Conta corrente 2222-5

Comentários dos leitores
jairo dias (1) 15/06/2009 19h27
jairo dias (1) 15/06/2009 19h27
olha sò eu queria saber. ..cadê o velhinho(engenheiro, ou sei la o que) que apqreceu em reportagens de tv dizendo um ou dois dias antes que tava tudo bem e que a barragem não romperia... sem opinião
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José Nilson Campos (5) 31/05/2009 14h02
José Nilson Campos (5) 31/05/2009 14h02
Antes de buscar culpado(s) é importante estruturar os fatos. Há duas coisas distintas: 1) o arrombamento da barragem e 2) a remoção das populações das áreas de risco. O erro pode estar em dois pontos: 1)No projeto ou na construção. Somente uma perícia técnica bem feita pode identificar as causas. No segundo caso, remoção das populações, deixou-se de aplicar o princípio da precaução. Para tomar decisões em situações de riscos, como no caso, é necessário um sistema institucional competente e estabelecido. A informação técnica, de um comitê de alto nível, deve ser transferida para os decisores político-institucionais. Não se deve, nunca, em situações dessa natureza, deixar a responsabilidade em um único indivíduo.
Em aviação uma queda de uma aeronave é, quase sempre, uma tragédia que resulta em muitas vítimas. Contudo, essas tragédias são objeto de perícias e estudos para criar procedimentos e técnicas que reduzam o número de desastres no futuro. Assim devia ser feito com desastres em barragens. Cada desastre devia ser objeto de um relatório completo para uma entidade superior que iria estabelecer políticas de segurança de barragem. É uma pena que na busca de um Estado mínimo, coisas importantes como segurança de barragens ou de outras grandes obras de Engenharia tenham sido esquecidas. É hora de repensar. Que desastres como esse sirvam para instituir um sistema que possa poupar vidas no futuro.
14 opiniões
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Simpson Bonner (157) 29/05/2009 20h54
Simpson Bonner (157) 29/05/2009 20h54
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