PF prende suspeito de participar de roubo de fuzis do Exército em Caçapava (SP)
da Folha Online
A PF (Polícia Federal) em São José dos Campos (97 km de São Paulo) prendeu um dos suspeitos do assalto ao batalhão do Exército em Caçapava (116 km de SP) no dia 8 de março deste ano. Com mandado de prisão expedido pela Justiça Federal, o suspeito conhecido como Sapão, de 25 anos, foi preso na noite de sábado (16).
Na quarta-feira (13) passada, a Polícia Civil recuperou um dos sete fuzis roubados do batalhão. A arma estava enterrada em um terreno baldio. A polícia chegou até o local após receber uma denúncia anônima de que um homem teria sido visto enterrando um objeto no local.
No sábado, em uma operação conjunta, a PF, o Exército e a Polícia Militar encontraram Sapão na casa de sua namorada, no bairro Jardim das Indústrias, na zona sul de São José dos Campos.
Segundo a PF, Sapão confessou durante o interrogatório haver participado do roubo como motorista do grupo e guardou os sete fuzis roubados durante algum tempo, até a distribuição das armas entre os demais membros da quadrilha. Ele afirmou desconhecer o paradeiro do sétimo e último fuzil. A arma que ficou com ele foi já foi encontrada.
Com o suspeito, a PF apreendeu uma moto Honda Twister vermelha. A namorada do preso foi detida para averiguação e foi liberada após prestar esclarecimentos.
Roubo
No dia 8 de março deste ano, um grupo de assaltantes invadiu dois postos de sentinela do batalhão e levou as armas.
Para recuperar as armas, o Exército chegou a montar a Operação Ypiranga. Cerca de 700 homens se dividiram entre buscas nas cidades vizinhas de Caçapava, Taubaté e na região sul de São José dos Campos por um mês. Nenhum fuzil foi localizado durante a operação.
O resultado da operação foi o pânico nos moradores e uma investigação do Ministério Público Federal em São José dos Campos enviou um ofício ao Comando Militar do Sudeste pedindo informações sobre a operação.
A Procuradoria questionava supostos abusos na operação, que teriam sido divulgados em veículos de comunicação. De acordo com o órgão, moradores das regiões ocupadas pelo Exército estariam sendo obrigados a obedecer um toque de recolher, sob o risco de sofrer agressões físicas.
O Exército não fala sobre a investigação que levou à recuperação dos fuzis alegando que o caso está sob segredo de Justiça.
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