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Cotidiano
19/05/2009 - 15h05

Maranhão tem dois desaparecidos devido a enchentes

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PEDRO ANDRADA
Colaboração para a Folha Online

Duas pessoas estão desaparecidas devido às chuvas que atingem o Estado do Maranhão. Gilson Ferreira, 28, desapareceu no domingo (17), quando sua embarcação tombou na cidade de Bacabal (250 km de São Luis). Outro homem, ainda não identificado, sumiu às 9h de ontem (18) na cidade de Anapurus (182 km de São Luis).

Segundo o major Abner Carvalho, oficial de comunicação do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil maranhenses, em Anapurus, a vítima desapareceu após entrar em um rio para salvar uma mulher que se afogava. Ele conseguiu retirar a mulher das águas, mas acabou sendo levado pela correnteza.

Equipes do Corpo de Bombeiros percorrem o rio Mearim, em Bacabal, e pequenos rios em torno de Anapurus em busca das vítimas. Conforme afirmou Carvalho, quanto mais o tempo passa, as chances diminuem. Passado o período de 24 horas, as vítimas distanciam-se do local do acidente. A correnteza, segundo o major, também está forte, o que dificulta ainda mais as buscas.

O Estado do Maranhão é o mais afetado pelas chuvas na região Nordeste. Segundo dados da Defesa Civil Estadual, as enchentes já causaram dez mortes.

Segundo último balanço, até a manhã do último domingo (17), 73.319 mil pessoas estavam desalojadas em 93 dos 217 municípios maranhenses. O número de desabrigados (levados a abrigos públicos) chega a 42.838.

Com as chuvas, aumenta o risco de doenças. A Secretaria de Saúde confirmou três casos de leptospirose --dois em Trizidela do Vale e outro em Bacabal.

Chuvas

As chuvas que atingem grande parte do Brasil há mais de um mês já fizeram com que 354.049 pessoas deixassem suas casas em 13 Estados. Ao todo, 44 pessoas morreram em decorrência das enchentes, segundo balanço divulgado da Sedec (Secretaria Nacional de Defesa Civil), do Ministério da Integração Nacional.

Do total de pessoas atingidas, 236.757 estão desalojadas --hospedadas em casas de amigos ou familiares-- e 117.292, desabrigados --ou seja, dependem de abrigos públicos.

Comentários dos leitores
jairo dias (1) 15/06/2009 19h27
jairo dias (1) 15/06/2009 19h27
olha sò eu queria saber. ..cadê o velhinho(engenheiro, ou sei la o que) que apqreceu em reportagens de tv dizendo um ou dois dias antes que tava tudo bem e que a barragem não romperia... sem opinião
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José Nilson Campos (5) 31/05/2009 14h02
José Nilson Campos (5) 31/05/2009 14h02
Antes de buscar culpado(s) é importante estruturar os fatos. Há duas coisas distintas: 1) o arrombamento da barragem e 2) a remoção das populações das áreas de risco. O erro pode estar em dois pontos: 1)No projeto ou na construção. Somente uma perícia técnica bem feita pode identificar as causas. No segundo caso, remoção das populações, deixou-se de aplicar o princípio da precaução. Para tomar decisões em situações de riscos, como no caso, é necessário um sistema institucional competente e estabelecido. A informação técnica, de um comitê de alto nível, deve ser transferida para os decisores político-institucionais. Não se deve, nunca, em situações dessa natureza, deixar a responsabilidade em um único indivíduo.
Em aviação uma queda de uma aeronave é, quase sempre, uma tragédia que resulta em muitas vítimas. Contudo, essas tragédias são objeto de perícias e estudos para criar procedimentos e técnicas que reduzam o número de desastres no futuro. Assim devia ser feito com desastres em barragens. Cada desastre devia ser objeto de um relatório completo para uma entidade superior que iria estabelecer políticas de segurança de barragem. É uma pena que na busca de um Estado mínimo, coisas importantes como segurança de barragens ou de outras grandes obras de Engenharia tenham sido esquecidas. É hora de repensar. Que desastres como esse sirvam para instituir um sistema que possa poupar vidas no futuro.
14 opiniões
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Simpson Bonner (157) 29/05/2009 20h54
Simpson Bonner (157) 29/05/2009 20h54
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