Maranhão tem dois desaparecidos devido a enchentes
PEDRO ANDRADA
Colaboração para a Folha Online
Duas pessoas estão desaparecidas devido às chuvas que atingem o Estado do Maranhão. Gilson Ferreira, 28, desapareceu no domingo (17), quando sua embarcação tombou na cidade de Bacabal (250 km de São Luis). Outro homem, ainda não identificado, sumiu às 9h de ontem (18) na cidade de Anapurus (182 km de São Luis).
Segundo o major Abner Carvalho, oficial de comunicação do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil maranhenses, em Anapurus, a vítima desapareceu após entrar em um rio para salvar uma mulher que se afogava. Ele conseguiu retirar a mulher das águas, mas acabou sendo levado pela correnteza.
Equipes do Corpo de Bombeiros percorrem o rio Mearim, em Bacabal, e pequenos rios em torno de Anapurus em busca das vítimas. Conforme afirmou Carvalho, quanto mais o tempo passa, as chances diminuem. Passado o período de 24 horas, as vítimas distanciam-se do local do acidente. A correnteza, segundo o major, também está forte, o que dificulta ainda mais as buscas.
O Estado do Maranhão é o mais afetado pelas chuvas na região Nordeste. Segundo dados da Defesa Civil Estadual, as enchentes já causaram dez mortes.
Segundo último balanço, até a manhã do último domingo (17), 73.319 mil pessoas estavam desalojadas em 93 dos 217 municípios maranhenses. O número de desabrigados (levados a abrigos públicos) chega a 42.838.
Com as chuvas, aumenta o risco de doenças. A Secretaria de Saúde confirmou três casos de leptospirose --dois em Trizidela do Vale e outro em Bacabal.
Chuvas
As chuvas que atingem grande parte do Brasil há mais de um mês já fizeram com que 354.049 pessoas deixassem suas casas em 13 Estados. Ao todo, 44 pessoas morreram em decorrência das enchentes, segundo balanço divulgado da Sedec (Secretaria Nacional de Defesa Civil), do Ministério da Integração Nacional.
Do total de pessoas atingidas, 236.757 estão desalojadas --hospedadas em casas de amigos ou familiares-- e 117.292, desabrigados --ou seja, dependem de abrigos públicos.
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Em aviação uma queda de uma aeronave é, quase sempre, uma tragédia que resulta em muitas vítimas. Contudo, essas tragédias são objeto de perícias e estudos para criar procedimentos e técnicas que reduzam o número de desastres no futuro. Assim devia ser feito com desastres em barragens. Cada desastre devia ser objeto de um relatório completo para uma entidade superior que iria estabelecer políticas de segurança de barragem. É uma pena que na busca de um Estado mínimo, coisas importantes como segurança de barragens ou de outras grandes obras de Engenharia tenham sido esquecidas. É hora de repensar. Que desastres como esse sirvam para instituir um sistema que possa poupar vidas no futuro.
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