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14/08/2002 - 04h14

Mancha em janela não é santa e sim reação do vidro, diz laudo

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da Folha de S.Paulo
do Agora S.Paulo

Uma reação normal, provocada pela incidência de luz numa mancha de água. É assim que o laudo de um especialista em vidros convocado pela Arquidiocese de Mogi das Cruzes caracteriza cientificamente a figura que lembra a imagem da Virgem Maria, descoberta há 30 dias, na janela de uma casa em Ferraz de Vasconcelos (Grande São Paulo).

O fenômeno seria causado pela irisação, que ocorre quando a luz bate sobre vidros armazenados em contato constante com umidade e não completamente planos, e reflete as cores do arco-íris, formando um desenho.

De autoria do físico Collin Rouse, ex-professor da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), o documento ainda não é conclusivo e, por isso, não foi comentado ontem pela igreja, que espera ter resultados definitivos apenas em setembro.

Rouse colabora com a comissão de físicos, químicos, parapsicólogos e teólogos responsáveis pela análise do caso, que já atraiu mais de cem mil fiéis ao nº 330 da rua Antônio Bernardino Corrêa.

O laudo que desmente o suposto milagre não foi aceito por quem esteve ontem no local.

"Nem água, nem reação química, nem defeito no vidro -nada disso vai abalar a nossa fé", disse Ana Maria de Jesus Rosa, 32, dona da casa onde a mancha surgiu.

Leia mais:
  • Saiba por que uma mancha ou imagem pode "aparecer" num vidro
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