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Cotidiano
21/05/2009 - 10h26

Entidades avaliam denunciar situação de presídios do ES à Corte Interamericana

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da Agência Brasil

O Conselho Estadual de Direitos Humanos e a Pastoral do Menor no Espírito Santo cogitam apresentar denúncia sobre a situação degradante dos presídios capixabas à Corte Interamericana de Direitos Humanos, caso o pedido de intervenção federal e o mutirão carcerário previsto pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) não surtam efeitos rápidos na contenção do problema.

O presidente do conselho estadual, Bruno Alves de Souza, argumentou, por exemplo, que as obras prometidas para a Casa de Custódia de Viana, onde presos vivem soltos em pavilhões, vão demorar no mínimo seis meses.

O temor é de que as mortes violentas continuem. "Tenho muita dificuldade de achar que a solução virá. Considerando as reiteradas violações, me parece que um caminho deverá ser uma petição à Corte Interamericana de Direitos Humanos, devido à não disposição do estado em enfrentar o problema de imediato, mas só a longo prazo", afirmou Souza.

Apesar de reconhecer que o atual governo do Estado ampliou significativamente os valores investidos no sistema prisional, o representante do conselho critica os resultados obtidos até aqui.

"Por que os milhões investidos e o número de vagas abertas não impediram o caos que estamos vivendo? Por que não impossibilitaram no mínimo quatro esquartejamentos em dois anos, além de mortes em unidades de menores? O que é preciso é de uma gestão do sistema prisional que de fato ressocialize", disse Souza.

As entidades avaliam que mesmo eventualmente negado, o pedido de intervenção federal feito pelo CNPCP (Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária) já serviu para despertar a sociedade brasileira para a gravidade da situação carcerária no Estado.

"Esgotamos internamente as possibilidades de articulação, mobilização e pressão. Nossa expectativa é de que mesmo que não venha a intervenção, que a pressão para resolver os problemas continue", disse Souza.

O padre Xavier Paolillo, representante da Pastoral do Menor e do Movimento Nacional de Direitos Humanos, salientou que o pedido de intervenção resultou, no mínimo, na presença de conselhos nacionais para averiguar a relação entre as condições do sistema carcerário e o aumento da violência no Estado.

"O sistema penitenciário está servindo de alavanca para aumentar índices de criminalidade no Espírito Santo. Essa movimentação dos conselhos serve para pressionar as autoridades a encontrar soluções", afirmou Paolillo.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (758) 09/06/2009 09h58
Luís da Velosa (758) 09/06/2009 09h58
Tudo bem. Mas, essa higienização deve ser fiscalizada por alguém de fora do presídio, periodicamente, vamos dizer, mensalmente, impostergavelmente, até que se forme uma cultura humanitária e que se imbuam, os dirigentes do presídio, dos direitos fundamentais do homem e que, os apenados, possuem outros direitos que devem ser respeitados para que, ao invés de ressocializaro preso, não criem verdadeiras serpentes. Outra coisa importante, é o trabalho durante todo o tempo em que perdurar a custódia. Sem trabalho, a ociosidade - que é "a mãe de todos os vícios", aforisma de profunda significação - indigna o homem, solapa-lhe o amor próprio, e o mata. sem opinião
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Daniela Leite (32) 08/06/2009 21h34
Daniela Leite (32) 08/06/2009 21h34
É realmente impressionante a preocupação com a situação dos presos nesse país. Estão em condições precárias, mas não tem um monte de criança indo no lixão pegar resto de comida pra matar a fome? Não tem famílias inteiras sem emprego, que perdem tudo e vão "morar" em baixo dos viadutos? Se for para mudar a qualidade de vida de alguém, em voto a favor das pessoas de bem que vivem na miséria!! 1 opinião
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luiz alves (11) 08/06/2009 17h46
luiz alves (11) 08/06/2009 17h46
É lamentável,mas quem esta solto também gica exposto.
É só uma questão de lado,uns do lado de dentro e outros do lado de fora.
Saneamento não é o nosso forte.
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