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Cotidiano
22/05/2009 - 09h04

Ao menos cinco devem ser beneficiados com órgãos de menina baleada em Rio Claro (SP)

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da Folha Online

Ao menos cinco pessoas devem ser beneficiadas com os órgãos da garota da garota de 8 anos baleada na cabeça na noite de terça-feira (19) durante assalto em Rio Claro (a 173 km de São Paulo).

O corpo da garota permanece no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Devem ser retirados o coração, rins, pâncreas, pulmão, fígado e córneas, segundo o hospital.

A morte cerebral da menina foi confirmada na manhã de quinta-feira (21).

Quadro

Segundo o hospital, a paciente não apresentou melhora, "apesar de todas as tentativas e procedimentos médicos realizados para diminuir a hipertensão intracraniana". A confirmação da morte cerebral ocorreu às 10h30 de ontem, após "avaliação neurológica e exames específicos, de acordo com os protocolos médicos legais".

A Polícia Civil afirma ter identificado os dois criminosos que invadiram a casa da garota. No entanto, eles ainda não foram presos.

A menina estava em casa com a irmã gêmea e babá quando os assaltantes invadiram o imóvel, em um condomínio no bairro Cidade Jardim. Enquanto um dos homens mantinha as vítimas sob a mira da arma, o outro roubava joias, dólares e objetos eletrônicos. Entretanto, o alarme da casa disparou durante a ação, irritando os assaltantes.

De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), um dos criminosos pediu para que a babá desligasse o alarme, o que ela teria negado. O assaltante, então, disparou contra a criança, que foi ferida na cabeça.

Na fuga, a dupla também ameaçou o vigilante do condomínio --que não reagiu ao assalto--, pulou o muro e roubou um veículo ocupado por quatro pessoas da mesma família, que não se feriram. O carro foi abandonado próximo a um motel na cidade e devolvido ao dono pela polícia após a perícia.

Vítima

Inicialmente, a menina foi levada a um hospital de Rio Claro. Ontem, foi transferida para o Albert Einstein e passou por cirurgia para controlar a "hipertensão intracraniana, provocada por um grave edema cerebral (inchaço)."

Três horas após a cirurgia, porém, um ultrassom do crânio da paciente indicou "grave comprometimento da circulação cerebral".

 

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