Fundador da Gol poderá cumprir prisão domiciliar, determina Justiça do DF
da Folha Online
da Folha de S.Paulo, em Brasília
O TJ-DF (Tribunal de Justiça do Distrito Federal) autorizou, na noite sexta-feira, que o empresário Nenê Constantino, 78, fundador da Gol, cumpra prisão domiciliar, conforme havia pedido a defesa do empresário. Constantino teve a prisão decretada sob a acusação de ser o mandante do assassinato de um líder comunitário em 2001. O empresário é pai de Constantino de Oliveira Júnior, presidente da companhia aérea, e foi presidente do Conselho de Administração da Gol.
O pedido de habeas corpus foi feito no início da tarde de hoje pela defesa do empresário, que passa por "tratamento médico sério".
| Alan Marques/26.out.2007/Folha Imagem |
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| Nenê Constantino é acusado de ser o mandante da morte de um líder comunitário |
"Trata-se de pedido alternativo de prisão domiciliar em face do precário estado de saúde do paciente e que não fora objeto de pedido anterior", afirmou a desembargadora Sandra De Santis, da 1ª Turma Criminal do TJ-DF, em sua decisão.
Mais cedo, o advogado do empresário, Marcelo Bessa, disse que seu cliente encontra-se "em tratamento médico e se apresentará à Justiça tão logo tenha condições de saúde para tal".
Bessa não soube especificar o motivo do tratamento médico. Cristiane Constantino Foresti --filha do fundador da Gol e mulher de Victor Foresti-- disse que Nenê e a mulher foram para São Paulo, na manhã de ontem, para um exame de rotina.
O crime
De acordo com a polícia, Márcio Leonardo de Souza Brito liderava um grupo de 30 famílias que ocupavam um terreno em Taguatinga pertencente à viação Planeta e foi assassinado para facilitar a retirada dos invasores. Testemunhas relataram ameaças de Constantino aos ocupantes entre 1999 e 2001.
Em dezembro do ano passado, poucos dias depois do primeiro indiciamento pela morte de Brito, a polícia voltou a indiciar Nenê Constantino. Desta vez, suspeito de ser o mandante de um outro homicídio e de uma tentativa de assassinato. Constantino nega envolvimento nos crimes.
Outro lado
Os advogados de Nenê Constantino negam o envolvimento do empresário com os dois assassinatos e a tentativa de homicídio que a Polícia Civil do Distrito Federal atribui a ele.
Em dezembro de 2008, a defesa do empresário divulgou nota que dizia que "os referidos inquéritos policiais não contêm qualquer indício que possa sustentar a conclusão a que chegou a autoridade policial, conforme será demonstrado, de forma incontroversa, na oportunidade processual adequada".
Na época, os advogados diziam que o empresário tinha confiança na decisão da Justiça e que ele "produzirá a sua defesa, com a firme e inabalável convicção de que, ao final, restará comprovada sua inocência". Os advogados ainda classificavam como "absurdas" as suspeitas de envolvimento do empresário com o crime.
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