Publicidade

Cotidiano
23/05/2009 - 09h10

Contra saques, PM escolta doações para vítimas das cheias no Maranhão

Publicidade

SÍLVIA FREIRE
da Agência Folha, em Lago da Pedra (MA)

Para evitar tumultos e saques de mantimentos, a Polícia Militar tem escoltado os voluntários que chegam com ajuda às cidades atingidas pelas chuvas no Maranhão. A medida foi tomada após confusão ocorrida no início desta semana no município de Icatu, quando desabrigados cercaram o helicóptero na tentativa desesperada de conseguir uma cesta básica.

A Folha acompanhou ontem uma operação de entrega de mantimentos em Lago da Pedra (a 314 km de São Luís), na região central do Maranhão, uma das mais atingidas. Antes mesmo de o helicóptero Super Puma, da Marinha, carregado com 1.334 kg de mantimentos, pousar, curiosos se aproximaram do campo de futebol da cidade. Ao aterrissar, cinco policiais militares armados com rifles se postaram para guardar os donativos. O grupo recrutado para ajudar no desembarque das cestas básicas só se aproximou da aeronave após autorização policial.

Os PMs organizaram uma fila de pessoas para descarregar a carga. Passando de mão em mão, as cestas foram depositadas no centro do campo. Um representante da prefeitura se encarrega de distribuí-las aos flagelados. Segundo a secretária de Ação Social do município, Geide Araújo, o transporte das cestas será feito por caminhão até onde for possível. Nos locais sem acesso, serão usadas canoas.

Em menos de 15 minutos, sem desligar o motor, o helicóptero Super Puma decolou novamente. No trajeto de ida e volta, foram duas horas e 40 minutos. A aeronave chega a fazer até três voos por dia. No percurso entre São Luís e Lago da Pedra, foi possível ver imensas áreas alagadas e casas com água até o telhado.

Cestas no Pará

Para conseguir entregar cestas básicas às comunidades ribeirinhas afetadas pelas cheias, a Defesa do Civil do Pará tem feito operações noturnas no oeste do Estado. O motivo: os atingidos nunca estão em casa durante o dia, já que saem para pescar. Segundo o major Augusto Lima, as pessoas têm tentado manter a rotina, apesar das dificuldades.

Colaborou JOÃO CARLOS MAGALHÃES, da Agência Folha, em Belém

Comentários dos leitores
jairo dias (1) 15/06/2009 19h27
jairo dias (1) 15/06/2009 19h27
olha sò eu queria saber. ..cadê o velhinho(engenheiro, ou sei la o que) que apqreceu em reportagens de tv dizendo um ou dois dias antes que tava tudo bem e que a barragem não romperia... sem opinião
avalie fechar
José Nilson Campos (5) 31/05/2009 14h02
José Nilson Campos (5) 31/05/2009 14h02
Antes de buscar culpado(s) é importante estruturar os fatos. Há duas coisas distintas: 1) o arrombamento da barragem e 2) a remoção das populações das áreas de risco. O erro pode estar em dois pontos: 1)No projeto ou na construção. Somente uma perícia técnica bem feita pode identificar as causas. No segundo caso, remoção das populações, deixou-se de aplicar o princípio da precaução. Para tomar decisões em situações de riscos, como no caso, é necessário um sistema institucional competente e estabelecido. A informação técnica, de um comitê de alto nível, deve ser transferida para os decisores político-institucionais. Não se deve, nunca, em situações dessa natureza, deixar a responsabilidade em um único indivíduo.
Em aviação uma queda de uma aeronave é, quase sempre, uma tragédia que resulta em muitas vítimas. Contudo, essas tragédias são objeto de perícias e estudos para criar procedimentos e técnicas que reduzam o número de desastres no futuro. Assim devia ser feito com desastres em barragens. Cada desastre devia ser objeto de um relatório completo para uma entidade superior que iria estabelecer políticas de segurança de barragem. É uma pena que na busca de um Estado mínimo, coisas importantes como segurança de barragens ou de outras grandes obras de Engenharia tenham sido esquecidas. É hora de repensar. Que desastres como esse sirvam para instituir um sistema que possa poupar vidas no futuro.
14 opiniões
avalie fechar
Simpson Bonner (157) 29/05/2009 20h54
Simpson Bonner (157) 29/05/2009 20h54
Mais um item da Herança maldita 7 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (29)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca