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Cotidiano
25/05/2009 - 19h42

Chuvas matam 49 e desalojam mais de 408 mil pessoas no Brasil, diz Defesa Civil

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da Folha Online

Subiu de 45 para 49 o número de mortes provocadas pelas chuvas em ao menos oito Estados brasileiros, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira pela Sedec (Secretaria Nacional de Defesa Civil), do Ministério da Integração Nacional.

De acordo com o balanço, o Nordeste e o Norte do país são as áreas mais afetadas pelas enchentes. Somente no Ceará, 17 pessoas morreram em decorrência das chuvas e deslizamentos. A situação é crítica também no Maranhão, com 12 mortes; seguido de Bahia (7), Alagoas (7), Paraíba (2), Sergipe (2), Pernambuco (1) e Santa Catarina (1).

Subiu também o número de pessoas que tiveram de deixar suas casas em decorrência das chuvas. De acordo com o órgão, mais de 408 mil pessoas estão fora de suas residências --até a última sexta-feira (22) eram 379 mil.

Fernando Donasci/Folha Imagem
Em Teresina (PI), chuvas prejudicam mata ciliar do rio Poti e causam deslizamentos na margem; Piauí tem 91.634 desabrigados
Em Teresina (PI), chuvas prejudicam mata ciliar do rio Poti e causam deslizamentos na margem; Piauí tem 91.634 desabrigados

Deste total, 281.350 pessoas estão desalojadas --hospedadas com amigos ou familiares--; e 127.503 desabrigadas, ou seja, tiveram de deixar suas casas e dependem de abrigos públicos.

Os danos causados pelo excesso de chuva atingiram 429 municípios localizados em 12 Estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Amazonas, Pará e Santa Catarina.

Apesar de o Ceará registrar o maior número de mortes, o Maranhão é o Estado com o maior número de municípios atingidos (106), seguido pelo Ceará (86), Piauí (41), Rio Grande do Norte (30), Paraíba (30), Pernambuco (17), Bahia (11), Sergipe (8) e Alagoas (5).

Somente no Maranhão, há 98.794 desalojados e 49.300 desabrigados. No Ceará, são 40.187 desalojados e 26.598 desabrigados. Na Bahia, o número de pessoas desalojadas chega a 5.436 e de desabrigados, 2.188. No Piauí e no Rio Grande do Norte, foram registrados 91.634 e 9.142, respectivamente, entre desabrigados e desalojados. Na Paraíba, são 5.762 desalojados e 1.488 desabrigados. Em Pernambuco, existem 1.188 pessoas que estão desabrigadas ou desalojadas. Em Sergipe, a chuva deixou 572 desabrigados e 246 desalojados. Em Alagoas, 546 ficaram desalojados e 449, desabrigados.

Na região Norte, é no Estado do Amazonas onde se encontra o maior número de municípios atingidos, 50, com 55.162 pessoas desalojadas e 10.336 desabrigadas. No Estado do Pará são 35 municípios atingidos pela chuva com 6.275 desabrigados.

Em Santa Catarina, os danos causados pela chuva atingiram 10 municípios e uma população de 3.550 pessoas, deixando 3.333 desalojados e 217 desabrigados.

Comentários dos leitores
jairo dias (1) 15/06/2009 19h27
jairo dias (1) 15/06/2009 19h27
olha sò eu queria saber. ..cadê o velhinho(engenheiro, ou sei la o que) que apqreceu em reportagens de tv dizendo um ou dois dias antes que tava tudo bem e que a barragem não romperia... sem opinião
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José Nilson Campos (5) 31/05/2009 14h02
José Nilson Campos (5) 31/05/2009 14h02
Antes de buscar culpado(s) é importante estruturar os fatos. Há duas coisas distintas: 1) o arrombamento da barragem e 2) a remoção das populações das áreas de risco. O erro pode estar em dois pontos: 1)No projeto ou na construção. Somente uma perícia técnica bem feita pode identificar as causas. No segundo caso, remoção das populações, deixou-se de aplicar o princípio da precaução. Para tomar decisões em situações de riscos, como no caso, é necessário um sistema institucional competente e estabelecido. A informação técnica, de um comitê de alto nível, deve ser transferida para os decisores político-institucionais. Não se deve, nunca, em situações dessa natureza, deixar a responsabilidade em um único indivíduo.
Em aviação uma queda de uma aeronave é, quase sempre, uma tragédia que resulta em muitas vítimas. Contudo, essas tragédias são objeto de perícias e estudos para criar procedimentos e técnicas que reduzam o número de desastres no futuro. Assim devia ser feito com desastres em barragens. Cada desastre devia ser objeto de um relatório completo para uma entidade superior que iria estabelecer políticas de segurança de barragem. É uma pena que na busca de um Estado mínimo, coisas importantes como segurança de barragens ou de outras grandes obras de Engenharia tenham sido esquecidas. É hora de repensar. Que desastres como esse sirvam para instituir um sistema que possa poupar vidas no futuro.
14 opiniões
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Simpson Bonner (157) 29/05/2009 20h54
Simpson Bonner (157) 29/05/2009 20h54
Mais um item da Herança maldita 7 opiniões
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