Agricultores contabilizam prejuízos após chuva destruir plantações no MA
SÍLVIA FREIRE
da Agência Folha, em Rosário (MA)
Sob a chuva que não para de atingir o Maranhão, o agricultor Manuel Barros de Alencar, 56, ainda contabilizava os estragos causados pela enchente em sua plantação no povoado Curimatá de Cima, no interior do município de Rosário (65 km de São Luís). O plantio de arroz, mandioca e milho e as árvores de frutas ficaram destruídos.
Agora, até a próxima colheita, Alencar vai depender dos R$ 80 que recebe do Bolsa Família para alimentar ele, a mulher e os dois filhos. "O jeito é esperar o tempo secar para plantar de novo. Até lá, a gente vai passar dificuldades", afirma.
| Fernando Donasci-14.mai.2009/Folha Imagem |
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| Cemitério de Trizidela do Vale (MA) fica submerso devido às chuvas no Estado |
As chuvas que atingem o Estado causaram prejuízos para inúmeros agricultores. Alencar está alojado com a família, dois cachorros e um gato na casa de farinha de uma vizinha há quase um mês. Sua casa de barro "derreteu" com a inundação.
Maria dos Remédios, 49, que mora em uma casa de barro com chão de terra e telhado de palha com o marido, três filhos e uma neta de três anos no mesmo povoado, também perdeu a lavoura de arroz, mandioca e milho.
Ela diz que a família recebe R$ 130 do Bolsa Família. "É com isso que a gente vai viver neste ano. A gente trabalha na roça, mas quebra um coco [de babaçu] e faz um carvão para vender. Não dá muito dinheiro, mas já ajuda."
A chuva atingiu o Estado na época da colheita de arroz, que é estocado para ser consumido durante todo o ano. O cereal e a farinha são a base da alimentação na região.
Levantamento inicial da Fetaema (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Maranhão) estima que ao menos 30 mil famílias de pequenos agricultores do Estado tenham registrado perdas significativas devido às chuvas neste ano.
"A situação deles é dramática", diz Francisco Sales, presidente da Fetaema. "Depois que as águas baixarem, se tiver semente e assistência técnica, esses agricultores podem colher milho e feijão em dois meses", afirma.
Segundo a Secretaria da Ação Social de Rosário, cidade com cerca de 38 mil moradores, pelo menos 152 famílias de agricultores perderam a produção.



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Em aviação uma queda de uma aeronave é, quase sempre, uma tragédia que resulta em muitas vítimas. Contudo, essas tragédias são objeto de perícias e estudos para criar procedimentos e técnicas que reduzam o número de desastres no futuro. Assim devia ser feito com desastres em barragens. Cada desastre devia ser objeto de um relatório completo para uma entidade superior que iria estabelecer políticas de segurança de barragem. É uma pena que na busca de um Estado mínimo, coisas importantes como segurança de barragens ou de outras grandes obras de Engenharia tenham sido esquecidas. É hora de repensar. Que desastres como esse sirvam para instituir um sistema que possa poupar vidas no futuro.
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