Polícia Federal prende nove por grampos ilegais e falsificação de diplomas no ES
CÍNTIA ACAYABA
da Agência Folha
A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira nove pessoas suspeitas de integrarem uma quadrilha que realizava escutas telefônicas sem autorização judicial e falsificava diplomas escolares no Espírito Santo.
As prisões ocorreram em cidades da região metropolitana --Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e Guarapari-- e em municípios do interior do Estado --Piúma e Itarana. As investigações começaram há três meses a partir de uma notícia-crime do Conselho Regional de Enfermagem, que detectou um diploma falso de técnico de enfermagem.
"Descobrimos que duas escolas virtuais foram criadas para a produção de diplomas falsos de 2º grau e de cursos técnicos", disse o delegado Eugênio Riccas, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários e coordenador da operação.
Ao identificar o grupo, a polícia descobriu que ele também realizava grampos clandestinos a pedido de detetives particulares. Os suspeitos grampeavam os telefones, e os diálogos ilegalmente interceptados eram vendidos para clientes.
"Quem pudesse pagar para ouvir outra pessoa falando, seja por motivo de adultério ou questão financeira, era atendido", disse Riccas. Os gravadores eram colocados nos armários de telefonia, que ficam nas ruas, e um dos integrantes do grupo trocava diariamente as fitas.
Entre os presos estão um funcionário de empresa terceirizada de telefonia, um policial militar e um ex-policial militar. A PF vai investigar se houve grampos em órgãos públicos.
Os presos, que não tiveram os nomes divulgados, devem responder por formação de quadrilha, falsificação de documento, falsidade ideológica, uso de documento falso e interceptação de ligações telefônicas sem autorização judicial.
O suposto líder do grupo é motorista da Prefeitura de Guarapari e foi o único que teve a prisão preventiva decretada. Os outros oito cumprem prisão temporária decretada.
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