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Cotidiano
28/05/2009 - 10h32

Barragem rompe e alaga Cocal da Estação (PI); bombeiros buscam possíveis vítimas

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Colaboração para a Folha Online

Atualizado às 10h45.

A barragem Algodões 1, no norte do Piauí, se rompeu na tarde desta quarta-feira (27) e alagou a cidade de Cocal da Estação. Ao menos 800 famílias foram atingidas pelo desastre, segundo a Defesa Civil do Estado.

Arte/Folha Online
Cocal
Mapa indica a localização de Cocal da Estação, no norte do Piauí; cidade está submersa devido ao rompimento de uma barragem

O rombo de 50 metros se abriu por volta das 16h de ontem, liberando as águas do rio Pirangi, que abastece a barragem. Chuvas fortes que atingem o Ceará --onde está localizada a nascente do curso d'água-- aumentaram o nível da barragem.

Segundo o governo do Estado, o excesso de água causou o "deslocamento da ombreira esquerda do canal do sangradouro" --ou seja, o rompimento de um pedaço de concreto por onde o excedente é escoado.

Trinta homens do Corpo de Bombeiros procuravam por vítimas na região. Dois adolescentes estão desaparecidos. Apesar da extensão da destruição --pelo menos 500 casas foram submersas--, até a manhã desta quinta os bombeiros não haviam encontrado vítimas.

Cinco helicópteros auxiliam nas buscas por desabrigados. Em algumas regiões, famílias inteiras estão ilhadas.

Desde as 20h de ontem o fornecimento de eletricidade está cortado na cidade, que tem 26.200 habitantes. Segundo o governo, isso ocorre para evitar acidentes, já que dezenas de postes de energia foram levados pelas águas.

Em todo o Estado do Piauí, há 93.865 pessoas fora de suas moradias por causa das fortes chuvas que atingem o Norte e o Nordeste do país.

Risco

O risco iminente de rompimento da barragem obrigou cerca de 2.600 famílias a deixarem suas casas, ontem, em Cocal da Estação e Buriti dos Lopes (PI).

Por medida de segurança, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros retiraram as famílias residentes numa área de 10 km nas proximidades da barragem. Mesmo assim, muitos habitantes permaneceram em suas residências e foram afetados pelo alagamento.

Com Agência Folha

Comentários dos leitores
jairo dias (1) 15/06/2009 19h27
jairo dias (1) 15/06/2009 19h27
olha sò eu queria saber. ..cadê o velhinho(engenheiro, ou sei la o que) que apqreceu em reportagens de tv dizendo um ou dois dias antes que tava tudo bem e que a barragem não romperia... sem opinião
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José Nilson Campos (5) 31/05/2009 14h02
José Nilson Campos (5) 31/05/2009 14h02
Antes de buscar culpado(s) é importante estruturar os fatos. Há duas coisas distintas: 1) o arrombamento da barragem e 2) a remoção das populações das áreas de risco. O erro pode estar em dois pontos: 1)No projeto ou na construção. Somente uma perícia técnica bem feita pode identificar as causas. No segundo caso, remoção das populações, deixou-se de aplicar o princípio da precaução. Para tomar decisões em situações de riscos, como no caso, é necessário um sistema institucional competente e estabelecido. A informação técnica, de um comitê de alto nível, deve ser transferida para os decisores político-institucionais. Não se deve, nunca, em situações dessa natureza, deixar a responsabilidade em um único indivíduo.
Em aviação uma queda de uma aeronave é, quase sempre, uma tragédia que resulta em muitas vítimas. Contudo, essas tragédias são objeto de perícias e estudos para criar procedimentos e técnicas que reduzam o número de desastres no futuro. Assim devia ser feito com desastres em barragens. Cada desastre devia ser objeto de um relatório completo para uma entidade superior que iria estabelecer políticas de segurança de barragem. É uma pena que na busca de um Estado mínimo, coisas importantes como segurança de barragens ou de outras grandes obras de Engenharia tenham sido esquecidas. É hora de repensar. Que desastres como esse sirvam para instituir um sistema que possa poupar vidas no futuro.
14 opiniões
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Simpson Bonner (157) 29/05/2009 20h54
Simpson Bonner (157) 29/05/2009 20h54
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