Barragem rompe e alaga Cocal da Estação (PI); bombeiros buscam possíveis vítimas
Colaboração para a Folha Online
Atualizado às 10h45.
A barragem Algodões 1, no norte do Piauí, se rompeu na tarde desta quarta-feira (27) e alagou a cidade de Cocal da Estação. Ao menos 800 famílias foram atingidas pelo desastre, segundo a Defesa Civil do Estado.
| Arte/Folha Online |
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| Mapa indica a localização de Cocal da Estação, no norte do Piauí; cidade está submersa devido ao rompimento de uma barragem |
O rombo de 50 metros se abriu por volta das 16h de ontem, liberando as águas do rio Pirangi, que abastece a barragem. Chuvas fortes que atingem o Ceará --onde está localizada a nascente do curso d'água-- aumentaram o nível da barragem.
Segundo o governo do Estado, o excesso de água causou o "deslocamento da ombreira esquerda do canal do sangradouro" --ou seja, o rompimento de um pedaço de concreto por onde o excedente é escoado.
Trinta homens do Corpo de Bombeiros procuravam por vítimas na região. Dois adolescentes estão desaparecidos. Apesar da extensão da destruição --pelo menos 500 casas foram submersas--, até a manhã desta quinta os bombeiros não haviam encontrado vítimas.
Cinco helicópteros auxiliam nas buscas por desabrigados. Em algumas regiões, famílias inteiras estão ilhadas.
Desde as 20h de ontem o fornecimento de eletricidade está cortado na cidade, que tem 26.200 habitantes. Segundo o governo, isso ocorre para evitar acidentes, já que dezenas de postes de energia foram levados pelas águas.
Em todo o Estado do Piauí, há 93.865 pessoas fora de suas moradias por causa das fortes chuvas que atingem o Norte e o Nordeste do país.
Risco
O risco iminente de rompimento da barragem obrigou cerca de 2.600 famílias a deixarem suas casas, ontem, em Cocal da Estação e Buriti dos Lopes (PI).
Por medida de segurança, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros retiraram as famílias residentes numa área de 10 km nas proximidades da barragem. Mesmo assim, muitos habitantes permaneceram em suas residências e foram afetados pelo alagamento.
Com Agência Folha
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Em aviação uma queda de uma aeronave é, quase sempre, uma tragédia que resulta em muitas vítimas. Contudo, essas tragédias são objeto de perícias e estudos para criar procedimentos e técnicas que reduzam o número de desastres no futuro. Assim devia ser feito com desastres em barragens. Cada desastre devia ser objeto de um relatório completo para uma entidade superior que iria estabelecer políticas de segurança de barragem. É uma pena que na busca de um Estado mínimo, coisas importantes como segurança de barragens ou de outras grandes obras de Engenharia tenham sido esquecidas. É hora de repensar. Que desastres como esse sirvam para instituir um sistema que possa poupar vidas no futuro.
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