Deputado envolvido em acidente com 2 mortes no Paraná renuncia ao mandato
da Folha Online
Atualizado em 13/07/2009 às 11h29.
O deputado Fernando Carli Filho (PSB), que no início deste mês se envolveu em um acidente de trânsito que resultou em duas mortes no Paraná, renunciou ao mandato nesta sexta-feira. A Assembleia Legislativa do Estado informou que o pedido oficial de renúncia foi entregue pelo seu advogado, Roberto Brzezinski.
Carli Filho permanece internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. O acidente ocorreu no último dia 7, quando o carro guiado pelo deputado, um Volkswagen Passat, colidiu com um Honda Fit ocupado pelos jovens no bairro Mossunguê, em Curitiba. Gilmar Rafael Souza Yared, 26, e Carlos Murilo de Almeida, 20, morreram na hora.
Deputado envolvido em acidente tem projeto que beneficia bom condutor
Deputado Carli Filho estava com carteira suspensa
No Paraná, motorista que deixar de entregar CNH cassada será preso
| Reprodução |
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| Carli Filho renuncia ao mandato de deputado no Paraná; ele permanece internado |
O deputado estava com a carteira de habilitação suspensa porque excedia o total de pontos permitidos --totalizava 130 pontos, acima dos 20 estabelecidos para que o motorista tenha o direito de dirigir suspenso. De acordo com informações do Detran, o deputado possuía 30 multas, desde 2003. Destas, 23 eram por exceder limites de velocidade. Carli Filho recorreu de 12 das 30 multas.
Exame realizado pelo IML (Instituto Médico Legal) do Paraná constatou que Carli dirigia com dosagem alcoólica acima do estabelecido. Segundo o resultado, havia no sangue do deputado 7,8 decigramas de álcool por litro de sangue, enquanto o limite permitido é de 2 decigramas. A chamada lei seca, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em junho de 2008, considera que se alguém for flagrado com 6 dg por litro de sangue deve ser detido.
Renúncia
No último dia 14, o advogado da família de Yared havia protocolado um pedido de cassação do mandato de Carli Filho. No pedido, Elias Mattar Assad argumenta que a conduta de Carli Filho é inadmissível para um deputado. "Um deputado deve ter excelente comportamento dentro e fora da Casa. E ele, quebrando as leis de trânsito, mostrou uma conduta incompatível com o seu cargo", disse na ocasião.
A direção da Assembleia Legislativa do Paraná abriu uma sindicância no dia 18 para averiguar se Carli Filho quebrou decoro parlamentar. O prazo para apresentar a defesa terminaria nesta sexta-feira. Com a renúncia, a sindicância foi extinta.
Em ofício, Carli Filho afirmou que aguardará o processo e julgamento "sem prerrogativas funcionais ou privilégios de qualquer ordem para receber, como cidadão comum, a sentença que as circunstâncias do fato e a sensibilidade da Justiça determinarem". Veja o documento de renúncia.
A reportagem entrou em contato com o advogado de Carli Filho, por telefone, não conseguiu localizá-lo para comentar a renúncia. A Folha Online também telefonou para o gabinete, mas ninguém atendeu aos telefonemas.
O Ministério Público informou não ter recebido comunicação oficial sobre a renúncia de Carli Filho. "Em havendo, a instituição tomará as providências necessárias para a continuidade das investigações no âmbito próprio", afirmou, em nota.
Suplente
O presidente da Assembleia, Nelson Justus (DEM), afirmou que lerá o documento de renúncia na sessão plenária da próxima segunda-feira e convocará o suplente para assumir o mandato de deputado estadual, que se estende até 31 de janeiro de 2011.
Carli Filho foi eleito em 2006 para o mandato de deputado estadual com 46.686 votos.
Internado
Carli Filho foi transferido para São Paulo após o acidente. No último dia 15, ele passou por cirurgia para correção de fraturas na face e crânio.
Carli Filho foi transferido da Unidade de Terapia Semi-intensiva para um quarto normal do hospital Albert Einstein no último dia 22. Nesta sexta, ele permanece internado sem previsão de alta, com quadro clínico estável, informou o hospital.
Com LÍVIA MARRA, editora de Cotidiano da Folha Online
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Me poupem... Como é possivel dizer que a qualidade do material não tem culpa, se ainda não houve tempo habil para analises e uma éricia sobre? Como dizia Renato Russo: Quem fala demais, não tem nada à dizer.
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Aí eu pergunto: então as obras estão sendo feitas sem engenheiros?
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