Para Air France, raio é a hipótese mais provável para problema com voo AF 447
da France Presse, em Paris
O Airbus A330 da Air France, que cumpria o voo AF 447 e desapareceu em uma viagem entre Rio de Janeiro --de onde decolou por volta das 19h de domingo-- e Paris, pode ter sido atingido por um raio, segundo a hipótese mais provável levantada pela companhia aérea. O último contato com o controle aéreo brasileiro ocorreu por volta das 22h30.
O avião transporta 228 pessoas, sendo 12 tripulantes e 216 passageiros --82 mulheres, 126 homens, sete crianças e um bebê.
"Provavelmente se trata de uma catástrofe aérea. Toda a companhia pensa nos familiares, com os quais divide a dor", declarou o diretor-geral da Air France, Pierre-Henri Gourgeon, em uma entrevista coletiva no aeroporto Charles de Gaulle, onde o avião deveria ter pousado.
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"O mais provável é que o avião tenha sido atingido por um raio"', afirmou François Brousse, diretor de comunicação da companhia aérea francesa. "O avião entrou em uma zona de tempestade com fortes turbulências, que provocaram falhas."
| Bob Edme/AP | ||
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| Imagem mostra agitação no aeroporto Charles de Gaulle em razão de desaparecimento de avião |
O ministro francês de Ecologia e Energia, Jean Louis Borloo, afirma que havia fortes tempestades tropicais na região. "São aeronaves habilitadas para este tipo de circunstâncias, mas deve ter sido um acúmulo de eventos", diz.
Percurso
A Air France informou que o Airbus decolou no domingo, por volta das 19h (Brasília) do aeroporto Tom Jobim. Às 22h30 aconteceu o último contato entre a tripulação e o controle aéreo brasileiro. Às 23h, o avião entrou em uma zona de fortes turbulências e 14 minutos depois emitiu mensagens automáticas para revelar problemas no circuito elétrico.
"Teve início então um procedimento clássico, no caso de perda de controle aéreo, e os controladores aéreos brasileiros e africanos foram alertados", afirma um comunicado da empresa.
"Entre 2h e 3h ficou claro que a aeronave havia tido um problema importante", diz a empresa "Um chamado foi feito às autoridades militares para detectar o eco do avião."
Às 4h30, a situação foi considerada grave e uma célula de crise foi instalada no aeroporto parisiense. O diretor-geral da Air France destacou que o comandante do voo era muito experiente, com mais de 11 mil horas de voo. A última inspeção técnica do avião não detectou nenhuma falha.
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MÉDIA, esses inuteis só fazem Média
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