Pilotos comerciais relatam mais objetos em região de busca a Airbus
da Folha Online
Pilotos comerciais brasileiros relataram à Aeronáutica, na manhã desta terça-feira, a existência de mais objetos e materiais coloridos na região onde ocorrem as buscas ao Airbus da Air France que fazia o voo 447. O avião decolou do Rio com destino a Paris na noite do último domingo (31) e desapareceu sobre o oceano Atlântico. Além das esquadras de resgate de Brasil e França, pilotos brasileiros em aviões de carreira também decidiram ajudar, enviando relatos.
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A Folha Online apurou que pilotos brasileiros que trabalham em rotas próximas à do 447 fizeram relatos ainda durante a madrugada --e aumentaram pela manhã. O setor de comunicação da Aeronáutica diz não ter informações oficiais sobre a ajuda de pilotos comerciais.
Pela manhã, as equipes já haviam informado oficialmente que avistaram uma poltrona e algo semelhante a uma boia, mas outros pilotos brasileiros relataram outros pedaços de materiais coloridos, alguns de aparência plástica. Os navios brasileiros que poderão fazer a eventual coleta desse material ainda não chegaram à região.
Na noite de ontem, a FAB (Força Aérea Brasileira) confirmou que um piloto da TAM afirmou ter visto "pontos laranjas" no oceano, que descreveu como chamas, ao sobrevoar o oceano Atlântico em hora próxima ao desaparecimento do voo 447.
O Airbus que fazia o voo 447 decolou por volta das 19h de domingo do aeroporto Tom Jobim, no Rio, com destino a Paris e fez o último contato com o comando aéreo brasileiro por volta das 22h30 do mesmo dia, quando estava sobre o oceano Atlântico. Estavam a bordo 228 pessoas --216 passageiros e 12 tripulantes. De acordo com a empresa, há 58 brasileiros entre os ocupantes.
Poltrona e boia
A Aeronáutica informou na manhã desta terça que, durante as buscas ao Airbus, foram localizados poltrona, boia de cor laranja, tambor, querosene e óleo. O material, no entanto, ainda não foi retirado das águas --o que deve ocorrer somente amanhã, quando navios da Marinha chegarão ao local.
As peças serão analisadas em busca de um código de série para saber se são do Airbus que fazia o voo AF 447.
"Não podemos confirmar que é a aeronave da Air France. É necessário que sejam retiradas das águas essas peças", afirmou o coronel Jorge Amaral, subchefe de comunicação da FAB (Força Aérea Brasileira).
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