Avião da Air France não apresentava problema, diz órgão de investigação
da Folha Online
com France Presse
O BEA (Escritório de Investigação e Análise francês), órgão responsável pela investigação oficial sobre o desaparecimento do Airbus-A330 da Air France, afirmou nesta quarta-feira que nenhum elemento aponta para possíveis falhas do avião que fazia o voo 447. A aeronave sumiu na noite de domingo (31) enquanto voava do Rio a Paris com com 228 pessoas a bordo.
Em entrevista coletiva em Paris, representantes do BEA informaram que esperam publicar um primeiro relatório até o fim de junho. O órgão descartou que o Airbus tivesse apresentado problemas antes da decolagem, no aeroporto tom Jobim, no Rio.
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O objeto que pode ajudar a esclarecer as causas do acidente é a caixa-preta do avião. Para o órgão de investigação, a possibilidade de encontrar as caixas-pretas são pequenas, dada a profundidade em que elas podem estar --algo entre 2.000 e 3.000 metros.
Nesta quarta-feira, o Exército francês confirmou que não há mais dúvidas de que os destroços encontrados no Atlântico são do avião da Air France. Partes metálicas foram achadas nesta terça pela Aeronáutica brasileira, em uma área a aproximadamente 400 milhas (cerca de 740 km) de Fernando de Noronha (RN).
Christophe Prazuck, porta-voz do Estado-Maior do Exército francês, afirmou na manhã desta quarta (madrugada no Brasil) que já não há espaço para dúvidas sobre o assunto. Apesar disso, ainda será preciso fazer "uma confirmação formal" quando estes destroços forem resgatados.
Ontem, o ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, havia afirmado que os destroços eram indicativo certo de que o avião caíra no mar. "Para este efeito [o da identificação do avião] já é suficiente estes 5 km de materiais. Não há como supor que a maré tenha reunido 5 km de material trazido da praia", disse.
Aeronaves equipadas com radares e infravermelho mantiveram as buscas durante toda a madrugada para tentar encontrar mais material do Airbus, que decolou por volta das 19h do aeroporto Tom Jobim, no Rio, com destino a Paris e não chegou ao destino.
A aeronave fez o último contato com o comando aéreo brasileiro por volta das 22h30, pelo radar de Fernando de Noronha, antes de entrar em uma tempestade.
Pane e turbulência
Não há hipóteses claras sobre o que pode ter derrubado a aeronave, mas já há certeza de que o avião sofreu despressurização e uma pane elétrica, porque a aeronave enviou alerta automático do tipo durante o voo. Sabe-se também que a aeronave enfrentou forte turbulência.
É esperada para hoje a divulgação da lista oficial com os nomes dos ocupantes. Porém, a relação pode ser incompleta já que, segundo o ministro da Defesa, alguns familiares de passageiros já manifestaram os nomes não sejam divulgados.
De acordo com a empresa, 58 brasileiros, 61 franceses e 26 alemães estavam na aeronave. Ao todo, havia ocupantes de 32 nacionalidades no avião.
No aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, dezenas de familiares dos ocupantes do aparelho continuam esperando por notícias, protegidos por um grande dispositivo policial para manter a privacidade.
Nesta tarde, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, participará de uma homenagem religiosa ecumênica aos 228 ocupantes do avião, que será realizada na catedral de Notre Dame de Paris.
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MÉDIA, esses inuteis só fazem Média
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