Passageira do voo 447, brasileira era casada com executivo suíço da Alcatel
da Folha Online
A suíço-brasileira Veronica Ivanovitch, 57, uma das passageiras do voo 447 da Air France, era mulher de um famoso executivo do mercado de telecomunicações da Suíça, Hans Ivanovitch. Nascida no Brasil, ela havia ido ao Rio de Janeiro para visitar a família --na volta para casa, embarcou no Airbus-A330 da companhia aérea, que caiu no oceano Atlântico.
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O jornal suíço "Blick" classifica o casal como "milionário". Atualmente, Hans é executivo da empresa de telecomunicações Alcatel, mas ele ganhou fama no país ao ser um dos fundadores, em 1998, da Sunrise, que hoje é uma das maiores do setor na Suíça. "Eu ainda tenho alguma esperança, mas sei que tenho de aceitar esse fato: minha mulher não vai voltar para casa", afirmou o executivo, ao jornal.
Veronica estudou economia e atuava como consultora. O casal, que mora próximo a Genebra, tem três filhos --ele afirma que ficou sabendo do acidente por meio de um deles. "Era como se o mundo desmoronasse", diz. O executivo diz que, na última conversa entre os dois, as derradeiras palavras de Verônica foram "eu te amo."
A Aeronáutica informou na manhã desta quinta-feira que o avião-radar R-99 identificou no oceano Atlântico novos pontos de destroços do Airbus da Air France.
Destroços também foram identificados na terça e na quarta-feira. Também foi avistada uma mancha de óleo de cerca de 20 km. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou ontem que foram localizadas peças internas do Airbus. "Não há mais dúvida da situação de queda neste local", disse na ocasião.
Nesta quinta, os destroços --entre eles estariam mais partes internas do avião-- foram encontrados a sudoeste do arquipélago de São Pedro e São Paulo. Segundo o brigadeiro Ramon Borges Cardoso, diretor do Decea (diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo), foram localizadas partes brancas, marrons e amarelas, o que não corresponde à área externa da aeronave.
A partir de hoje, FAB e Marinha devem iniciar o resgate dos destroços. "Estávamos dando uma prioridade para corpos, mas como não estamos encontrando, não podemos aguardar mais tempo para recolher os destroços. Então, vamos começar a fazer as duas coisas ao mesmo tempo", disse o diretor do Decea.
De acordo com ele, o local onde foi avistado o óleo não representa o ponto onde ocorreu o choque do avião com a água porque a mancha corre com correntes marítimas.
Diretores da Air France informaram aos familiares franceses de ocupantes do voo 447 que não há esperanças de encontrar sobreviventes.
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