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Cotidiano
05/06/2009 - 19h39

Aeronáutica admite que desconhece localização dos destroços do Airbus

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da Folha Online

Atualizado às 22h56.

A Aeronáutica admitiu na noite desta sexta-feira que não tem mais a localização dos destroços avistados no oceano Atlântico ao longo da semana. De acordo com brigadeiro Ramon Borges Cardoso, diretor do Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), as correntes marítimas fizeram o material já avistado desaparecer.

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Segundo ele, a corrente fez com que muitos dos objetos avistados em uma área de aproximadamente 5 km --entre fios, peças do interior de aeronave e a poltrona-- "fosse desassociado". "Hoje estamos iniciando buscas em pontos onde, de acordo com a corrente, os materiais deverão estar", afirmou o brigadeiro.

Segundo o diretor do Decea, a prioridade era localizar sobreviventes ou corpos nos primeiros dias de buscas. Agora, os trabalhos priorizam o encontro de destroços.

"Quando localizava alguma coisa, então, colocava uma aeronave para verificar. Em seguida, abandonavam, para não perder tempo, porque poderia ter sobrevivente ou corpo. Com possibilidade reduzida, a aeronave avista qualquer coisa, circula, verifica probabilidade e, se houver possibilidade [de ser destroços do voo], manda um navio par fazer recolhimento", afirmou Cardoso.

O brigadeiro afirmou que os objetos desapareceram do campo de visão das aeronaves de busca porque também podem ter afundado.

"A dificuldade, além de pedaços serem pequenos e área grande, alguns dos destroços podem ter afundado. Não temos garantia que ficarão flutuando tempo todo", disse o diretor do Decea.

Ajuda

Hoje, a aeronave francesa Atlantic Rescue D passou a integrar as equipes de busca --outra aeronave francesa e uma americana também participam das buscas. No total, 12 aeronaves estão mobilizadas na Base Aérea de Natal e em Fernando de Noronha para o trabalho, além dos três navios e um helicóptero da Marinha. Dois outros navios da Marinha estão a caminho.

O avião desapareceu quando seguia do Rio para Paris com 228 pessoas a bordo --12 tripulantes e 216 passageiros, entre eles 58 brasileiros, de acordo com a companhia aérea.

Busca

Nesta sexta, a chuva e a baixa visibilidade prejudicaram as buscas no oceano. Nesta semana, aeronaves militares identificaram destroços nas águas, que ainda não foram removidos. Ontem, peças que seriam do avião foram retiradas do oceano, mas, segundo Cardoso, não são do avião que fazia o voo 447. Uma mancha de óleo avistada no local também não foi relacionada com o acidente.

Os destroços que forem retirados da água serão levados para Fernando de Noronha. As investigações sobre o acidente ficam sob responsabilidade da França.

Johnson Barros/FAB
Manchas de oleo no oceano 550
Manchas de oleo no oceano
Comentários dos leitores
JAIRO COSTA MARTIN (7) 02/10/2009 01h46
JAIRO COSTA MARTIN (7) 02/10/2009 01h46
TEMOS QUE PASSAR POR MUITAS COISAS EM NOSSAS VIDAS, UM DELAS E A MORTE DEUS DEU SABEDORIA PARA TENTAR EVITAR MAIS PREVER SOMENTE ELE MESMO NAO E VERDADE , CUIDE DE SUA VIDA ENQUANTO HA TEMPO ANTES QUE DEUS LHE LEVE A ALMA. sem opinião
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Aluisio Ramos (3) 30/09/2009 14h16
Aluisio Ramos (3) 30/09/2009 14h16
Mais engraçado ainda é eles, com tanto o que fazer para a sociedade em geral , se dedicarem a uma parcela que sabe e tem como lutar por seus direitos. Mais uma vez nossos politicos mostram a que vieram.
MÉDIA, esses inuteis só fazem Média
sem opinião
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Antonio Miacci (1) 25/09/2009 12h21
Antonio Miacci (1) 25/09/2009 12h21
Boa tarde. O assunto em questão é sobre malfadado acindente do vôo 447. É notório que a empresa em questão, vai recorrer em todas as instancias para não delapidar seu rico "dinheirinho". 1 opinião
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