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Cotidiano
05/06/2009 - 22h06

Peritos da PF mortos em explosão no AM erraram ao manusear bombas apreendidas

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KÁTIA BRASIL
da Agência Folha, em Manaus

Os três peritos da Polícia Federal mortos em uma explosão na sede do órgão em Manaus (AM), em fevereiro, cometeram um erro ao abrir bombas de fabricação caseira, usadas na pesca ilegal, que haviam sido apreendidas em operações da polícia. Essa é a conclusão do laudo pericial divulgado nesta sexta-feira pela Superintendência da Polícia Federal do Amazonas.

Os peritos usavam ferramentas como estilete, chave de fenda e formão (instrumento de carpintaria) para analisar o conteúdo de 15 bombas. Dentro delas havia pólvora e enxofre. Oito bombas explodiram.

Segundo o laudo, faíscas do estilete ou da chave de fenda em contato com as substâncias provocaram uma reação. Uma das bombas explodiu. E outras sete detonaram simultaneamente.

"Houve um erro dos peritos em achar que havia segurança suficiente para manipular as bombas dentro do laboratório", afirmou nesta sexta-feira o delegado Sérgio Fontes, superintendente da PF no Estado.

Os outros sete artefatos encontrados intactos no laboratório foram explodidos durante a investigação, mas com o apoio de um robô guiado por controle remoto enviado de Brasília.
Fontes disse que a direção da PF elabora uma norma para que seja estabelecido um procedimento padrão em perícia de material radioativo e explosivo. No caso de Manaus, os artefatos serão explodidos em uma área do Exército.

No acidente na PF morreram os peritos Antônio Carlos de Oliveira, 45, Max Augusto Neves Nunes, 34, e Maurício Barreto da Silva Júnior, 37. Marcos Antônio Mota Ferreira, 41, teve ferimentos leves. O laboratório onde eles trabalhavam ficou destruído. Houve danos na carceragem e nas salas que ficavam a 30 metros do gabinete do superintendente. O prédio está passando por reformas.

À época do acidente, a PF investigava o caso como um acidente de trabalho, mas não descartava a hipótese de atentado. Na mesma sala da perícia, os profissionais analisavam uma bomba d'água (em forma de cilindro) apreendida por conter cocaína. Mas a peça foi encontrada intacta nos escombros.

 

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