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Cotidiano
08/06/2009 - 12h34

Após rompimento de barragem, aulas serão retomadas na próxima semana em Cocal (PI)

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Colaboração para a Folha Online

As escolas públicas usadas como abrigo no município de Cocal, no Piauí, devem retomar as aulas na próxima segunda-feira (15), após o rompimento da barragem Algodão 1, segundo informações da Secretaria de Educação do Estado. O governo diz que sete pessoas morreram no acidente.

De acordo com o órgão, duas escolas ainda abrigam famílias desabrigadas, mas as pessoas devem ser transferidas para outras localizações durante a semana. Na sexta-feira (5), o governo do Estado havia informado que as famílias seriam levadas para Escola Técnica Agrícola da cidade, que também foi atingida pelo rompimento da barragem, mas o muro atingido já estava sendo recuperado.

Arte/Folha Online
Cocal
Mapa indica a localização de Cocal, no norte do Piauí; cidade ficou submersa devido ao rompimento de uma barragem

A barragem rompeu no último dia 27 de maio e liberou todos os 50 milhões de litros de água que armazenava. O Ministério Público, a Procuradoria da República e as polícias Civil e Federal investigam o que causou o rompimento da barragem e os responsáveis pela manutenção da obra.

Uma comissão independente formada por quatro professores da UFPI (Universidade Federal do Piauí) afirmou na semana passada que a barragem Algodões 1 estava sem manutenção havia cinco anos.

Segundo a Defesa Civil, já foram distribuídos mais de 1,2 mil cestas de alimentos e 6.100 litros de água mineral para as famílias atingidas, além de lençóis, colchonetes, kits de limpeza e redes. De acordo com o coordenador de logística da Defesa Civil, Dorival Danunzio, quatro helicópteros estão operando em Cocal.

Comentários dos leitores
jairo dias (1) 15/06/2009 19h27
jairo dias (1) 15/06/2009 19h27
olha sò eu queria saber. ..cadê o velhinho(engenheiro, ou sei la o que) que apqreceu em reportagens de tv dizendo um ou dois dias antes que tava tudo bem e que a barragem não romperia... sem opinião
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José Nilson Campos (5) 31/05/2009 14h02
José Nilson Campos (5) 31/05/2009 14h02
Antes de buscar culpado(s) é importante estruturar os fatos. Há duas coisas distintas: 1) o arrombamento da barragem e 2) a remoção das populações das áreas de risco. O erro pode estar em dois pontos: 1)No projeto ou na construção. Somente uma perícia técnica bem feita pode identificar as causas. No segundo caso, remoção das populações, deixou-se de aplicar o princípio da precaução. Para tomar decisões em situações de riscos, como no caso, é necessário um sistema institucional competente e estabelecido. A informação técnica, de um comitê de alto nível, deve ser transferida para os decisores político-institucionais. Não se deve, nunca, em situações dessa natureza, deixar a responsabilidade em um único indivíduo.
Em aviação uma queda de uma aeronave é, quase sempre, uma tragédia que resulta em muitas vítimas. Contudo, essas tragédias são objeto de perícias e estudos para criar procedimentos e técnicas que reduzam o número de desastres no futuro. Assim devia ser feito com desastres em barragens. Cada desastre devia ser objeto de um relatório completo para uma entidade superior que iria estabelecer políticas de segurança de barragem. É uma pena que na busca de um Estado mínimo, coisas importantes como segurança de barragens ou de outras grandes obras de Engenharia tenham sido esquecidas. É hora de repensar. Que desastres como esse sirvam para instituir um sistema que possa poupar vidas no futuro.
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Simpson Bonner (157) 29/05/2009 20h54
Simpson Bonner (157) 29/05/2009 20h54
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