PF usa imagens de câmeras do Galeão para auxiliar na identificação das vítimas do Airbus
DIANA BRITO
Colaboração para a Folha Online, no Rio
A PF (Polícia Federal) afirmou na tarde desta terça-feira que analisa as imagens captadas pelas câmeras do circuito interno do aeroporto internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio, para auxiliar na identificação dos ocupantes do voo 447. Segundo o diretor técnico científico da PF, Paulo Roberto Fagundes, são analisados os vídeos gravados no dia 31 de maio, quando os passageiros embarcaram no Airbus da Air France.
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Fagundes está reunido na tarde de hoje, em Recife, com o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, para elaborar uma estratégia de comunicação com as famílias a respeito da identificação dos corpos, segundo informou a assessoria do órgão.
O voo 447 ia do Rio para Paris e transportava 228 pessoas --12 tripulantes e 216 passageiros. Desde o último sábado, 28 corpos foram resgatados do oceano.
Às 6h15 de hoje, a fragata Constituição --também da Marinha brasileira-- chegou a um ponto distante 55 km a nordeste do arquipélago de Fernando de Noronha (PE) com os primeiros 16 corpos resgatados. Eles foram levados em helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira) até o arquipélago, onde peritos farão uma análise inicial das vítimas. "Os corpos que não forem identificados pelos peritos serão levados para o INC [Instituto Nacional de Criminalística] em Brasília para proceder com o exame de DNA", informou a assessoria da PF.
No Rio, parentes de algumas vítimas aguardam novas informações da perícia da PF no hotel Guanabara, no centro da cidade. Segundo o advogado Marco Túlio Moreno, que espera notícias dos pais que estavam no voo, a PF continua a fazer coleta de material genético de familiares das vítimas.
| Sebastião Moreira/Efe |
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| Militares desembarcam em Fernando de Noronha os primeiros corpos de ocupantes do voo 447; identificação será feita em Recife |
"A PF ainda está colhendo material genético da bochecha e saliva de parentes das vítimas, além de fios de cabelo. Eles também pegaram as imagens do circuito interno [de câmeras] do aeroporto Tom Jobim para saber como as pessoas estavam vestidas no dia do embarque", disse Moreno.
Ainda segundo o advogado, não será necessário que as famílias forneçam fotos das vítimas para a PF como tinha sido solicitado no início. Os peritos estão analisando as vítimas pelas roupas e outras características como marcas de nascimento e tatuagens.
Moreno disse que as informações são da companhia aérea e de representantes da Marinha, Aeronáutica e Polícia Federal, que estão em contato com os familiares.
Túlio também afirmou que cerca de 20 parentes de vítimas estão no hotel Guanabara, no centro do Rio, recebendo assistência de psicólogos, médicos e voluntários contratados pela Air France.
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