Equipes terminam dia de buscas sem localizar mais corpos de vítimas do voo 447
da Folha Online
Atualizado às 23h00.
As equipes de buscas da Marinha e Aeronáutica não localizaram nem recolheram mais corpos de vítimas do voo 447 da Air France nesta quarta-feira. De acordo com os comandos das duas forças, devido às condições meteorológicas de hoje, algumas aeronaves de busca tiveram as rotas alteradas para áreas que ofereciam condições mais favoráveis para realizar as buscas visuais. Os navios tiveram condições satisfatórias de navegação, segundo o informe.
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Desde sábado (6) até terça-feira (9) foram localizados 41 corpos. Hoje, 16 corpos deveriam chegar à tarde em Recife, porém, o tempo de uma perícia preliminar realizada em Fernando de Noronha foi maior que o previsto. A aeronave da FAB com os corpos só chegou a Recife por volta das 22h30, onde serão identificados no IML (Instituto Médico Legal).
"O trabalho da Polícia Federal e do IML foi mais demorado que o planejado", disse o brigadeiro Ramon Borges Cardoso, diretor do Decea (Departamento de Controle Aéreo).
Com a chegada dos corpos amanhã em Fernando de Noronha, segundo Cardoso, as equipes vão reavaliar o tempo de transporte dos corpos para Recife.
"Não há a necessidade de esperar completar a perícia dos 25 corpos. Por exemplo, se tivermos 12 corpos [prontos], colocamos para embarcar [para Recife]", afirmou o brigadeiro.
Segundo ele, as aeronaves enfrentaram problemas na noite de hoje para levantar voo devido ao mau tempo em Fernando de Noronha.
A fragata Bosísio está prevista para chegar em Fernando de Noronha, com 25 corpos, nesta quinta-feira (11). Após os corpos serem desembarcados no arquipélago, a fragata volta para o local das buscas.
Inicialmente as equipes de identificação calcularam em duas horas de trabalho em cada corpo. No entanto, segundo o brigadeiro, a perícia preliminar feita pela PF e pelo IML demora três horas.
Caixa-preta
O submarino francês Émeraude chega nesta quarta ao local onde foram encontrados os destroços do Airbus para tentar localizar as caixas-pretas da aeronave, que podem ajudar a esclarecer o que provocou o acidente.
O envio do submarino foi decidido por sua capacidade para escutar sinais no fundo do mar. Acredita-se que as caixas-pretas, equipadas com um dispositivo localizador detectável pelo submarino, estejam a uma profundidade entre 2.000 e 3.000 metros.
Acidente
Não há hipóteses claras sobre o que pode ter derrubado a aeronave, mas já há certeza de que o avião sofreu despressurização e uma pane elétrica, porque a aeronave enviou alerta automático do tipo durante o voo. Sabe-se também que a aeronave enfrentou forte turbulência.
As primeiras suspeitas sobre o acidente recaem sobre os sensores de velocidade e a força do vento. Aparentemente, os sensores falharam nos minutos imediatamente anteriores ao acidente, segundo 24 alertas automáticos enviados pelo avião.
A parte da cauda do Airbus localizada anteontem será vital para a investigação, segundo especialistas em segurança de voo. A análise da peça, chamada estabilizador vertical, poderá dizer se ela ou sua parte móvel, o leme, sofreram avaria em voo.
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MÉDIA, esses inuteis só fazem Média
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