Público da Parada Gay começa a dispersar e lota imediações do centro de SP
FERNANDA PEREIRA NEVES
Colaboração para a Folha Online
O público que compareceu à 13ª Parada Gay de São Paulo neste domingo começou a dispersar e a ocupar ruas da região de central de São Paulo. O último trio elétrico que saiu da Paulista chegou por volta das 18h30 à praça Roosevelt --último ponto do evento.
A organização esperava presença de 3,5 milhões de pessoas, mas ainda não confirmou o número de participantes. A Polícia Militar também não fez estimativas.
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A Parada estava prevista para acabar por volta das 20h. Apesar da chegada do último trio, muitos participantes permanecem na praça, apesar de outros terem começado a deixar o local por volta das 18h. Desde então, a multidão que lota a avenida Paulista e rua da Consolação também se estende para parte da avenida Ipiranga e para a rua Araújo, em direção à Estação República do metrô.
A rua Rego Freitas também concentra muitos participantes do evento.
Segurança
Participantes da Parada afirmaram que esta edição foi melhor do que as de anos anteriores. Apesar dos registros de brigas, tumultos e prisões, muita gente afirmou que aproveitou o evento sem problemas.
Para Mário Cotrin, 38, que já participou de outras duas edições, o evento de hoje foi o melhor dos últimos anos. "Foi uma festa muito linda. Vim no ano passado e digo que neste ano foi muito melhor, tanto de organização quanto de segurança e infraestrutura".
Cotrin ainda destacou que "a vulgaridade [que ocorre no evento] não é como as pessoas imaginam e foi muito menor que em outros anos. As fantasias também estão cada vez mais originais".
Já Vilma de Lima, 36, esteve nas últimas quatro edições da Parada e também destacou a segurança como destaque do evento de hoje. "É uma brincadeira que não tem briga ou tumulto. Pudemos acompanhar e nos divertir sossegadas durante toda a Parada", afirmou.
Também participante pela quarta vez, Moisés Manta, 48, trouxe a sobrinha de 6 anos para participar do evento. "Ela está adorando. Já morei em Nova York e em Toronto e posso dizer que a Parada Gay de São Paulo é a maior e melhor do mundo", afirmou Moisés, que reclamou da quantidade de trios elétricos (20), inferior a do ano passado.
O casal Vandielson e Elisângela dos Santos, 27 e 31 anos, respectivamente, seguiram o mesmo exemplo de Moisés e trouxeram a filha, de apenas 2 anos, para acompanhar o evento. "Este é o segundo ano que a trazemos. É uma festa muito bonita e criança adora", afirmou Elisângela.
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