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Cotidiano
15/06/2009 - 16h01

Bombeiros localizam corpo de menina desaparecida após queda de barragem em Cocal (PI)

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Colaboração para a Folha Online

O Corpo de Bombeiros localizou no início da tarde de domingo (14) o corpo de Raíssa Alves dos Santos, 1, que estava desaparecida desde o rompimento da barragem Algodões 1, na cidade de Cocal (282 km de Teresina), no fim do mês passado. A irmã da garota, Taíssa Alves dos Santos, 9, ainda não foi localizada.

Segundo a Polícia Militar, o corpo da menina foi localizado por volta das 12h no povoado Angico Branco. Agora somam oito mortos em decorrência do rompimento da barragem. Após a localização do corpo, uma equipe de peritos foi encaminhada para a cidade, informou o governo do Estado.

Arte/Folha Online
Cocal
Mapa indica a localização de Cocal, no norte do Piauí; cidade ficou submersa devido ao rompimento de uma barragem

A barragem rompeu no último dia 27 de maio e liberou todos os 50 milhões de litros de água que armazenava. O Ministério Público, a Procuradoria da República e as polícias Civil e Federal investigam o que causou o rompimento da barragem e os responsáveis pela manutenção da obra.

Uma comissão independente formada por quatro professores da UFPI (Universidade Federal do Piauí) afirmou na semana passada que a barragem Algodões 1 estava sem manutenção havia cinco anos.

Segundo a Defesa Civil, já foram distribuídos mais de 1.200 cestas de alimentos e 6.100 litros de água mineral para as famílias atingidas, além de lençóis, colchonetes, kits de limpeza e redes.

Aulas

Quatro escolas publicas do município de Cocal, no Piauí, tiveram as aulas retomadas nesta segunda-feira após o rompimento da barragem Algodão 1, segundo informações da Secretaria de Educação do Estado. O governo diz que oito pessoas morreram no acidente.

De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, cinco escolas públicas abrigavam famílias desabrigadas até a semana passada. Em quatro delas, a transferência das pessoas já foi concluída e as aulas acontecem normalmente. Apenas uma escola ainda não está funcionando, mas o atendimento aos alunos deve ser normalizado nos próximos dias.

Inicialmente, o governo do Estado havia informado que as famílias seriam levadas para a Escola Técnica Agrícola da cidade, que também foi atingida pelo rompimento da barragem, mas o muro atingido foi recuperado. Mas, a informação não foi confirmada nesta segunda-feira.

Comentários dos leitores
jairo dias (1) 15/06/2009 19h27
jairo dias (1) 15/06/2009 19h27
olha sò eu queria saber. ..cadê o velhinho(engenheiro, ou sei la o que) que apqreceu em reportagens de tv dizendo um ou dois dias antes que tava tudo bem e que a barragem não romperia... sem opinião
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José Nilson Campos (5) 31/05/2009 14h02
José Nilson Campos (5) 31/05/2009 14h02
Antes de buscar culpado(s) é importante estruturar os fatos. Há duas coisas distintas: 1) o arrombamento da barragem e 2) a remoção das populações das áreas de risco. O erro pode estar em dois pontos: 1)No projeto ou na construção. Somente uma perícia técnica bem feita pode identificar as causas. No segundo caso, remoção das populações, deixou-se de aplicar o princípio da precaução. Para tomar decisões em situações de riscos, como no caso, é necessário um sistema institucional competente e estabelecido. A informação técnica, de um comitê de alto nível, deve ser transferida para os decisores político-institucionais. Não se deve, nunca, em situações dessa natureza, deixar a responsabilidade em um único indivíduo.
Em aviação uma queda de uma aeronave é, quase sempre, uma tragédia que resulta em muitas vítimas. Contudo, essas tragédias são objeto de perícias e estudos para criar procedimentos e técnicas que reduzam o número de desastres no futuro. Assim devia ser feito com desastres em barragens. Cada desastre devia ser objeto de um relatório completo para uma entidade superior que iria estabelecer políticas de segurança de barragem. É uma pena que na busca de um Estado mínimo, coisas importantes como segurança de barragens ou de outras grandes obras de Engenharia tenham sido esquecidas. É hora de repensar. Que desastres como esse sirvam para instituir um sistema que possa poupar vidas no futuro.
14 opiniões
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Simpson Bonner (157) 29/05/2009 20h54
Simpson Bonner (157) 29/05/2009 20h54
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