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Cotidiano
15/06/2009 - 18h56

Mais de 50 pessoas ficam feridas na Parada Gay em SP, diz secretaria e Santa Casa

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da Folha Online

Ao menos 54 pessoas ficaram feridas durante a Parada Gay realizada neste domingo (14) em São Paulo, segundo balanço da Secretaria Municipal de Saúde e da Santa Casa de São Paulo. De acordo com o órgão, entre os feridos há pessoas vítimas de agressões físicas e da explosão de uma bomba caseira lançada no centro da cidade.

Entretanto, o número oficial de ocorrências registradas pela Polícia Militar ainda não foi divulgado.

De acordo com a secretaria, 14 pessoas foram atendidas por hospitais da rede municipal de saúde, todos em decorrência da explosão ocorrida por volta das 21h na região do largo do Arouche, no centro da cidade. Porém, o número de feridos pode ser maior, já que, de acordo com a SSP-SP, 22 pessoas foram socorridas com ferimentos.

Ainda segundo informações da SSP, pessoas que dispersavam da Parada Gay foram surpreendidas pela explosão, na esquina da avenida Vieira de Carvalho com a rua Vitória. A secretaria de Saúde informou que todas as pessoas atendidas na rede municipal de saúde sofreram ferimentos leves e já receberam alta.

Outras 40 pessoas que participaram da Parada Gay foram atendidas na Santa Casa de São Paulo, informou a assessoria do hospital. De acordo com o centro médico, dois homens e um adolescente continuavam internados.

Entre eles está um homem de 35 anos que foi espancado durante uma briga em uma rua perto de onde ocorria a Parada Gay. Ele sofreu traumatismo craniano e o estado dele continuava muito grave, informou o hospital.

Segundo a Santa Casa, o homem passou por uma cirurgia nesta segunda-feira e está internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Ele foi internado ontem à noite e sofreu as agressões na rua Araújo, na República, de acordo com o hospital.

Mudança

Hoje, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) afirmou que a continuação da realização da Parada Gay na avenida Paulista, região central de São Paulo, será analisada. Confusões, brigas, furtos e roubos durante a parada levaram a prefeitura a avaliar se a avenida deve continuar como palco de eventos desse porte.

"A Paulista cada vez mais se mostra inadequada para os eventos. O que pode ter atrapalhado [a parada neste domingo] foi a obra do metrô, no final da Paulista", disse Kassab hoje, após um evento no Palácio dos Bandeirantes onde anunciou a compra de 55 carros e 20 motos para o policiamento de trânsito da cidade.

A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo esperava para o evento 3,5 milhões de pessoas. O balanço com o público que se aglomerou da Paulista até a praça da República neste ano ainda não foi divulgado pelos organizadores e pela Polícia Militar. A Paulista ficou bloqueada para o evento das 10h às 21h de ontem.

Caio Guatelli/Folha Imagem
Multidão toma a avenida Paulista durante o desfile da 13ª Para Gay da cidade de São Paulo, neste domingo
Multidão toma a avenida Paulista durante o desfile da 13ª Para Gay da cidade de São Paulo, neste domingo
 

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