Parada Gay em São Paulo termina com cem casos de roubo e furto
da Folha Online
A polícia registrou ao menos cem casos de roubo e furto durante a Parada Gay de São Paulo, realizada no domingo (14). O evento também terminou com 412 atendimentos médicos.
Na noite desta segunda-feira, balanço da Secretaria Municipal de Saúde e da Santa Casa de São Paulo mostrou que ao menos 54 pessoas ficaram feridas. De acordo com o órgão, entre os feridos há pessoas vítimas de agressões físicas e da explosão de uma bomba caseira lançada no centro da cidade.
Ainda houve nove casos de roubo ou furto de veículos no evento, cujo público esperado era de 3,5 milhões de pessoas. O balanço com o público que se aglomerou da Paulista até a praça da República neste ano ainda não foi divulgado pelos organizadores.
O grande número de casos de violência fez o prefeito Gilberto Kassab (DEM) reavaliar a realização da Parada Gay na avenida Paulista. Para ele, a continuação do evento na Paulista será analisada.
"A Paulista cada vez mais se mostra inadequada para os eventos. O que pode ter atrapalhado [a parada neste domingo] foi a obra do metrô, no final da Paulista", disse Kassab hoje, após um evento no Palácio dos Bandeirantes. "A avaliação [da parada] será feita com serenidade pela prefeitura. Nada indica que não possa ser [modificado o lugar do evento]."
Brigas e tumultos deixaram feridos ao longo da parada. Um homem de 35 anos sofreu traumatismo craniano ao ser espancado na rua Frei Caneca, nos arredores da Paulista. Outros dois rapazes --entre eles um de 17 anos-- estão internados na Santa Casa devido a ferimentos também por espancamentos.
No largo do Arouche, no fim do circuito da parada, a explosão de uma bomba deixou ao menos 22 feridos. A origem do explosivo é investigada pela Polícia Civil.
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