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Cotidiano
16/06/2009 - 21h19

Juiz adia decisão sobre prisão de acusada de matar marido em prédio de luxo no Rio

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DIANA BRITO
colaboração para a Folha Online, no Rio

O juiz da 3ª Vara Criminal do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio), Sidney Rosa, determinou nesta terça-feira que enviará o pedido feito pela defesa da publicitária Alessandra Ramalho D'Ávila, 35, ao Ministério Público Estadual do Rio para análise do promotor Marcelo Monteiro. Alessandra é acusada de matar o marido, o empresário Renato Biasotto, 52, com golpes de faca em um apartamento de luxo na zona oeste do Rio.

O crime ocorreu no último sábado (13). Os advogados da publicitária alegam que ela agiu em "legítima defesa".

De acordo com o TJ-RJ, somente após o parecer da Promotoria o juiz decidirá se mantém a prisão ou atende ao pedido dos advogados da viúva. Até a noite desta terça-feira, Alessandra continuava foragida.

A publicitária é acusada de ter matado o marido em um condomínio de luxo na avenida Lúcio Costa, em frente à praia, na Barra da Tijuca, onde o casal morava junto com o filho. O empresário foi ferido a facadas no rosto e no peito ainda no apartamento. Ao sair para buscar socorro, morreu no hall do prédio, segundo imagens das câmeras do circuito interno do prédio.

A prisão temporária de Alessandra foi decretada no mesmo dia do crime, pela juíza Michelle de Gouvêa Pestana Sampaio, durante o plantão judiciário, informou em nota o TJ-RJ. O pedido foi formulado pela delegacia da Barra da Tijuca, que investiga o crime.

Mais cedo, os advogados da acusada, Mário de Oliveira Filho e Edson Silvestrin entraram com o pedido de revogação de prisão da cliente. Segundo o TJ-RJ, eles alegaram que a dupla nacionalidade de Alessandra D' Ávila, nascida nos Estados Unidos, não é motivo para a decretação da prisão.

Legítima defesa

De acordo com o advogado de Edson Silvestrin, Alessandra esfaqueou o marido "em legítima defesa do filho e dela". Os advogados da viúva afirmaram que o Biasotto costumava ficar agressivo quando consumia bebidas alcoólicas.

"Ele [Biasotto] a agrediu naquele dia, o filho interveio e ela para defender a criança, devido ao excesso de álcool do marido, concretizou esse problema", disse o advogado.

Ainda segunda a defesa da acusada, a viúva realizou um exame de corpo de delito particular no mesmo dia do crime. O procedimento foi feito por um médico legista de confiança da defesa.

 

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