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Cotidiano
17/06/2009 - 16h03

IML do Rio libera para cremação corpo de empresário assassinado

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DIANA BRITO
Colaboração para a Folha Online, no Rio

Atualizado às 18h32.

A Polícia Civil informou na tarde desta quarta-feira que o corpo do empresário Renato Biasoto Mano Júnior, 52 --supostamente morto pela mulher, a publicitária Alessandra Ramalho D'Ávilla, 35, com golpes de faca em um apartamento de luxo na zona oeste do Rio no último sábado (13)-- foi liberado para o sepultamento. Segundo a polícia, a família optou por cremar o corpo em um cemitério da cidade, sem informar local e hora.

Ontem (16), o advogado de Alessandra D' Ávila, Mário de Oliveira Filho pediu a revogação da prisão de sua cliente à Justiça. Ele também solicitou ao delegado responsável pelo caso da 16ª DP (barra da Tijuca), Carlos Augusto Nogueira, que médicos legistas colhessem materiais do corpo da vítima para a realização de novos exames.

Segundo o advogado, o delegado aceitou o pedido. "Ele aceitou a solicitação ontem [16] à tarde. Já devem ter colhido o material", disse.

Segundo Mário Filho, a suspeita só irá se apresentar se a revogação de prisão for aceita pela Justiça. Para o advogado, ela deve responder o crime em liberdade, já que agiu em "legítima defesa".

Habeas corpus

Mário Filho ainda disse que se o pedido de revogação da prisão não for aceito, vai entrar com habeas corpus no Tribunal de Justiça do Rio. Caso seja necessário, ele afirma que recorrerá ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), em Brasília.

O advogado é conhecido por defender casos de repercussão como o de Suzane Von Richthofen. Ele deixou o caso em junho de 2006, mesmo dia em que a 6ª Turma do STJ cassou a liminar que concedia prisão domiciliar à Suzane.

Homicídio qualificado

O delegado disse no final da noite de ontem que vai tentar realizar todos os pedidos da defesa de Alessandra. Porém, segundo Nogueira, o indiciamento da acusada passa de homicídio simples para homicídio qualificado por entender que a morte do empresário se deu por motivo desprezível, como o ciúme.

Justiça

O juiz da 3ª Vara Criminal do TJ (Tribunal de Justiça) do Rio, Sidney Rosa, determinou no início da noite de ontem (16) que enviará o pedido feito pela defesa da publicitária ao Ministério Público Estadual do Rio para análise do promotor Marcelo Monteiro.

De acordo com o TJ, somente após o parecer da Promotoria o juiz decidirá se mantém a prisão decretada ou atende ao pedido dos advogados da viúva. Até o final da tarde desta quarta-feira, Alessandra continuava foragida.

Crime

A publicitária é acusada de ter matado o marido em um condomínio de luxo na avenida Lúcio Costa, em frente à praia, na Barra da Tijuca, onde o casal morava junto com o filho de cinco anos. O empresário foi ferido a facadas no rosto e no peito ainda no apartamento. Ao sair para buscar socorro, morreu no hall do prédio, segundo imagens das câmeras do circuito interno do prédio.

A prisão temporária de Alessandra foi decretada no mesmo dia do crime, pela juíza Michelle de Gouvêa Pestana Sampaio, durante o plantão judiciário. O pedido foi formulado pela delegacia da Barra da Tijuca, que investiga o crime.

 

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