Serra pede empenho em apuração de assassinato de homem na Parada Gay em SP
da Folha Online
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), repudiou o assassinato do cozinheiro Marcelo Campos Barros, 35, o Pan, que morreu após ser espancado no centro de São Paulo quando, segundo a Polícia Civil, voltava da 13ª Parada Gay. Segundo o secretário Luiz Antonio Guimarães Marrey (Justiça), designado para acompanhar a apuração do caso, o governador pediu empenho nas investigações.
"Tenho mantido contato direto com o governador e o secretário de Segurança [Antônio Ferreira Pinto] e estamos fazendo todo o esforço para apurar esse fato e não deixar que esse tipo de violência, ligada à intolerância, se instale entre nós", afirmou o secretário.
| Marlene Bergamo/Folha Imagem |
|
| Amigos e parentes fazem ato em memória de homem morto após Parada Gay em São Paulo; Barros morreu na última quarta-feira |
As circunstâncias da morte de Barros ainda não foram esclarecidas. A polícia apura se ele foi vítima de um ataque de neonazistas --que prega o ódio contra homossexuais, negros, nordestinos e judeus--, ou se foi vítima de ladrões que roubaram seu celular.
Os amigos da vítima negam que ele havia participado da Parada Gay, e afirmam que o rapaz estava no local em que foi atacado quando voltava de um churrasco para sua casa. Até esta sexta-feira, no entanto, ninguém havia sido preso.
Para o secretário, que classificou o ocorrido como "lamentável" e "absurdo", a Parada Gay é um evento "pacífico" e que é dever das autoridades garantirem a segurança dos participantes. "A secretaria [de Segurança Pública] está empenhada em garantir que as pessoas vivam suas vidas em liberdade e segurança", afirmou.
Desde esta sexta-feira, por conta da suspeita de motivação homofóbica para a morte de Barros, a Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância), setor especializado em crimes de intolerância, também participa da investigação.
Manifestação
Na noite desta sexta-feira, amigos e parentes de Barros realizaram um ato em memória do cozinheiro, na Vila Madalena, zona oeste da cidade. Cerca de 200 pessoas estavam reunidas na esquina das ruas Aspicuelta com a Fradique Coutinho, de acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).
Barros foi espancado no domingo e encontrado em estado grave próximo a um ponto de ônibus na rua Araújo, na região central de São Paulo. Ele foi socorrido e levado à Santa Casa de Misericórdia, mas morreu na quarta-feira (17) em decorrência de um traumatismo craniano.
Os amigos do cozinheiro disseram que ele era homossexual e nunca havia se envolvido em confusões. Eles também afirmaram acreditar que Barros tenha sido vítima de crime de intolerância.
Leia mais sobre o caso
Leia outras notícias da editoria de Cotidiano
- Famílias prejudicadas por rompimento de barragem no Piauí recebem indenizações
- Deslizamento de terra fere três operários em Ceilândia (DF)
- Amigos e parentes fazem ato em memória de homem morto após Parada Gay em SP
- Criminosos jogam casal de ponte após assalto em Tietê (SP); homem morre
Especial



