Africanos são maioria dos refugiados no Brasil, afirma relatório
da Efe
Um relatório feito pelo Conare (Comitê Nacional dos Refugiados) aponta que o Brasil possui um total de 4.131 refugiados de 72 países, em sua maioria africanos. O relatório foi divulgado neste sábado por ocasião do Dia Mundial do Refugiado.
O Comitê afirmou que 67% das pessoas que ganharam esse status no Brasil são africanas, sendo 42% do total de nacionalidade angolana (1.735 pessoas).
O idioma, os laços históricos e a identidade cultural foram a principal causa para que os refugiados da guerra civil de Angola, que durou cerca de 30 anos, escolhessem o Brasil como sua nova moradia. No entanto, o número de angolanos refugiados ficou estável com o fim da guerra, no começo desta década.
O número que mais cresce de refugiados no Brasil é o de colombianos, que, com 551 pessoas, representa 13,4%. Em seguida vem os cidadãos da República Democrática do Congo, na África, com 359; da Libéria, com 259; e do Iraque, com 188.
O Conare e o escritório do Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) apontaram a "pluralidade cultural" e o "espírito acolhedor" do brasileiro como as principais motivações para que muitos refugiados tenham escolhido o país, e não uma nação desenvolvida, como costuma acontecer.


