Na ilha de Marajó (PA), crianças se prostituem para comprar cachorro-quente
da Folha Online
Meninas com menos de 18 anos --muitas delas com aparência de ter menos de 15-- se prostituem por dinheiro para se divertir à noite, comprar roupas, celulares e até mesmo um cachorro-quente em Breves, maior cidade da ilha de Marajó, arquipélago de 104 mil km² no norte do Pará, revela reportagem publicada na edição desta segunda-feira da Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal ou do UOL).
O repórter João Carlos Magalhães passou cinco dias na região e flagrou a situação das garotas. A prostituição de adolescentes e crianças na Ilha de Marajó foi formalmente denunciada ao governo federal em abril de 2006 por dom José Luís Azcona, bispo da região. A fiscalização foi intensificada, mas não freou a situação na região.
As cidades de Breves ou Portel, onde a reportagem da Folha esteve, não têm exatamente prostíbulos. As meninas são "arranjadas" por terceiros ou estão pelas ruas, por vezes abordando o "cliente" em potencial, sempre como se pedissem dinheiro.
Comunidades mais afastadas ainda sofrem também com o problema do abuso sexual contra crianças, segundo a reportagem, na maior parte das vezes por alguém da família. Em Portel, um terço dos 18 presos está lá por esse crime.
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