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Cotidiano
22/06/2009 - 17h55

Vítima de desabamento em baile funk no RS corre risco de morrer; laudo sai em 30 dias

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da Folha Online

Dez pessoas feridas em um desabamento de um piso durante um baile funk em Porto Alegre (RS), ocorrido neste domingo (21), continuam internadas nesta segunda-feira no Hospital HPS (Hospital de Pronto-Socorro). Segundo o hospital, uma pessoa recebeu alta hoje, porém, ao menos uma vítima continua em estado grave e corre risco de morrer.

Ainda segundo o hospital --que não informou detalhes sobre as vítimas-- o outro ferido em estado grave apresentou uma melhora nesta segunda-feira. Outras oito pessoas continuam internadas em observação.

De acordo com estimativas da polícia, mais de 90 pessoas ficaram feridas em decorrência do desabamento. Somente no HPS, 74 pessoas foram atendidas --mais da metade adolescentes--, e outras 20 foram levadas ao hospital Cristo Redentor.

A festa ocorreu no segundo andar do Ginásio de Esportes Protásio Alves, no bairro Vila Jardim, e reuniu mais de mil participantes, segundo a prefeitura. Cerca de 40 metros quadrados do piso do espaço cederam por volta das 3h30.

Investigações

Nesta segunda-feira, a polícia ouviu os organizadores do evento e uma vítima. Segundo a delegada responsável pelo caso Silvia Regina Coccaro de Souza, do 14º DP, o laudo do Instituto Geral de Perícias de Porto Alegre do local deve sair em até 30 dias.

"A perícia foi feita hoje pela manhã no local e o resultado deve sair em até 30 dias. Solicitei urgência no laudo, pois os resultados são necessários para apontar as responsabilidades", afirmou.

De acordo com a delegada, o local --que não possuía alvará para realização de festas-- continua interditado e ainda oferece riscos de desabamento. Nesta terça-feira (23) o proprietário do imóvel deve ser ouvido pela polícia.

O prédio foi interditado temporariamente pela Secretaria Municipal de Obras e Viação, e o proprietário foi notificado para que apresente laudo que ateste que o local possuía condições de receber um grande número de pessoas.

A Polícia Federal vai participar das investigações, já que no piso térreo do prédio funciona uma agência dos Correios. Durante o dia o ele é usado como ginásio esportivo.

Outro lado

A advogada Marilene Vencato, que representa Cristian dos Santos --responsável pelo evento--, afirmou que o ocorrido foi uma "fatalidade" e que seu cliente apenas locou o espaço para realização das festas, que acontecem três vezes por semana desde o início de junho.

"O problema é da estrutura do prédio, e não da organização do evento", disse a advogada. Ela disse que a capacidade do local é de 1.500 pessoas e que na festa não havia nem 400.

 

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