Vítima de desabamento em baile funk no RS corre risco de morrer; laudo sai em 30 dias
da Folha Online
Dez pessoas feridas em um desabamento de um piso durante um baile funk em Porto Alegre (RS), ocorrido neste domingo (21), continuam internadas nesta segunda-feira no Hospital HPS (Hospital de Pronto-Socorro). Segundo o hospital, uma pessoa recebeu alta hoje, porém, ao menos uma vítima continua em estado grave e corre risco de morrer.
Ainda segundo o hospital --que não informou detalhes sobre as vítimas-- o outro ferido em estado grave apresentou uma melhora nesta segunda-feira. Outras oito pessoas continuam internadas em observação.
De acordo com estimativas da polícia, mais de 90 pessoas ficaram feridas em decorrência do desabamento. Somente no HPS, 74 pessoas foram atendidas --mais da metade adolescentes--, e outras 20 foram levadas ao hospital Cristo Redentor.
A festa ocorreu no segundo andar do Ginásio de Esportes Protásio Alves, no bairro Vila Jardim, e reuniu mais de mil participantes, segundo a prefeitura. Cerca de 40 metros quadrados do piso do espaço cederam por volta das 3h30.
Investigações
Nesta segunda-feira, a polícia ouviu os organizadores do evento e uma vítima. Segundo a delegada responsável pelo caso Silvia Regina Coccaro de Souza, do 14º DP, o laudo do Instituto Geral de Perícias de Porto Alegre do local deve sair em até 30 dias.
"A perícia foi feita hoje pela manhã no local e o resultado deve sair em até 30 dias. Solicitei urgência no laudo, pois os resultados são necessários para apontar as responsabilidades", afirmou.
De acordo com a delegada, o local --que não possuía alvará para realização de festas-- continua interditado e ainda oferece riscos de desabamento. Nesta terça-feira (23) o proprietário do imóvel deve ser ouvido pela polícia.
O prédio foi interditado temporariamente pela Secretaria Municipal de Obras e Viação, e o proprietário foi notificado para que apresente laudo que ateste que o local possuía condições de receber um grande número de pessoas.
A Polícia Federal vai participar das investigações, já que no piso térreo do prédio funciona uma agência dos Correios. Durante o dia o ele é usado como ginásio esportivo.
Outro lado
A advogada Marilene Vencato, que representa Cristian dos Santos --responsável pelo evento--, afirmou que o ocorrido foi uma "fatalidade" e que seu cliente apenas locou o espaço para realização das festas, que acontecem três vezes por semana desde o início de junho.
"O problema é da estrutura do prédio, e não da organização do evento", disse a advogada. Ela disse que a capacidade do local é de 1.500 pessoas e que na festa não havia nem 400.
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