Família de jovem morto em acidente com ex-deputado participa da reconstituição no PR
Colaboração para a Folha Online
Atualizado em 13/07/2009 às 11h25.
A família de um dos jovens mortos no acidente de carro que envolveu o ex-deputado Fernando Carli Filho (PSB-PR) esteve presente durante toda a reconstituição realizada na noite de segunda-feira (22) em Curitiba (PR). O acidente aconteceu em maio deste ano.
Segundo o delegado Armando Braga, responsável pelas investigações, a reconstituição contou com a presença dos pais de Gilmar Rafael Souza Yared, 26, além dos advogados que representam a família do jovem e de Carlos Murilo de Almeida, 20, também morto no acidente.
A reconstituição aconteceu na esquina da Monsenhor Ivo Zanlorenzi (local do acidente). As duas testemunhas que presenciaram o acidente também estiveram presentes. Já o ex-deputado não foi convocado. "A presença do ex-deputado não era necessária uma vez que ele afirma não lembrar de nada que aconteceu naquela noite", afirmou o delegado.
Para Braga, a reconstituição é importante para a conclusão do inquérito. "Nós já sabemos que o ex-deputado estava em alta velocidade, assim como alcoolizado, agora queremos determinar o ponto exato da colisão e estabelecer se Carli ou os jovens tinham visão do outro carro, para determinar se era possível evitar o acidente", explicou o delegado.
Os dados e informações apresentados na reconstituição foram colhidos por técnicos do IC (Instituto de Criminalística) que devem concluir ainda a velocidade em que o ex-deputado trafegava no momento do acidente. De acordo com o delegado, não há previsão para a entrega do laudo.
Acidente
O acidente ocorreu na madrugada do dia 7 de maio, quando o carro guiado pelo ex-deputado, um Volkswagen Passat, colidiu com um Honda Fit ocupado pelos jovens no bairro Mossunguê, em Curitiba. Gilmar Rafael Souza Yared, 26, e Carlos Murilo de Almeida, 20, morreram na hora. Carli Filho passou quase um mês internado em um hospital em São Paulo, onde passou por uma cirurgia para a correção de fraturas na face e crânio.
Segundo exame realizado pelo IML (Instituto Médico Legal) do Paraná, Carli dirigia com dosagem alcoólica acima do estabelecido. Na ocasião, o deputado estava com a carteira de habilitação suspensa porque excedia o total de pontos permitidos --totalizava 130 pontos, acima dos 20 estabelecidos para que o motorista tenha o direito de dirigir suspenso. De acordo com informações do Detran, o deputado possuía 30 multas, desde 2003. Destas, 23 eram por exceder limites de velocidade. Carli Filho recorreu de 12 das 30 multas.
Ele renunciou ao mandato de deputado estadual no final de maio, após a família de um dos jovens protocolar um pedido de cassação. À polícia, o ex-deputado afirmou, em depoimento, não se lembrar de nada que ocorreu no dia do acidente.
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Me poupem... Como é possivel dizer que a qualidade do material não tem culpa, se ainda não houve tempo habil para analises e uma éricia sobre? Como dizia Renato Russo: Quem fala demais, não tem nada à dizer.
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Aí eu pergunto: então as obras estão sendo feitas sem engenheiros?
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