Gripe suína avança pela América do Sul e governo de SP pede que viagem seja evitada
da Folha Online
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo recomenda que viagens para a Argentina e o Chile devem ser evitadas devido ao risco de contágio de gripe suína --a chamada a gripe A (H1N1). De acordo com aviso do governo, a recomendação também vale para toda América do Sul. A medida foi comunicada ao Ministério da Saúde.
Balanço da secretaria aponta que 40% de 116 casos de gripe suína registrados no Estado de São Paulo até ontem (22) foram de pacientes que se infectaram durante viagem para a Argentina. Outros 15,5% dos pacientes contraíram a doença nos Estados Unidos. Outros 5,1% foram contaminados no Chile e 2,5% no Canadá. Os demais países apontados como locais prováveis de infecção foram França, Inglaterra, México e Uruguai.
De ontem para esta terça-feira, a secretaria paulista registrou mais 33 casos da doença, que oficialmente ainda não foram contabilizados pelo Ministério da Saúde, que confirmou 240 casos da doença no último boletim, divulgado ontem.
A Vale deu quarentena a 90 funcionários depois que um consultor da empresa voltou da Argentina com a doença. Em Assis (434 km de SP), a Unesp suspendeu as aulas porque uma aluna também voltou da Argentina contaminada e chegou a passar a doença para uma colega.
A restrição a viagens para a América do Sul é recomendada principalmente para mulheres grávidas e pessoas imunodeprimidas (pacientes com câncer e em tratamento de Aids, por exemplo), crianças menores de dois anos e idosos com 60 anos ou mais. Essas pessoas deverão evitar ao máximo se deslocar para locais onde há transmissão da doença. Segundo a secretaria, o risco dessas pessoas apresentarem complicações em decorrência da infecção pelo vírus da nova gripe é maior nestes grupos populacionais.
De acordo com o estudo da secretaria, a idade média dos pacientes contaminados é de 27 anos, e a faixa etária predominante é entre 21 e 30 anos, o que representa 31% dos casos, seguida pela faixa de 31 a 40 anos, que respondeu por 15,5% do total. Do total de casos confirmados, 54,3% são do sexo masculino.
Portos e aeroportos
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou ontem novas medidas para reforçar a vigilância em portos e aeroportos de todo o país, devido ao aumento do número de casos da gripe suína em países vizinhos.
Como parte das medidas de vigilância está a adoção de um documento --Declaração de Saúde do Viajante-- que todos os passageiros serão obrigados apresentar para entrar no Brasil. Cerca de 500 mil formulários já foram impressos e estão sendo distribuídos.
Segundo o Ministério da Saúde, as companhias aéreas também serão obrigadas a fornecer a lista de passageiros no momento da chegada do avião. O órgão também afirmou que funcionários estão sendo remanejados para fortalecer a fiscalização nos postos de fronteiras com países da América do Sul e no aeroporto internacional de Guarulhos (Grande São Paulo).
Sintomas
A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.
Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).
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MS, fico fêliz em saber que estão levando essa "pandêmia" a sério, muitos casos de efeito colateral estão sendo observados onde foram aplicadas as vacinas. A maioria por envenenamento de mercurio... A paralizia dos nervos também tem se apresentado. Mas... Alguma coisa tem que ser feita, e espero com sinceridade, que nosso corpo de pesquisa médica e farmacêutica estejam trabalhando para nos ajudar a combater essa "gripe".
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