SP amplia recomendação para evitar viagens para México, EUA e Canadá devido à gripe suína
CLAYTON FREITAS
da Folha Online
Atualizado às 19h54.
No mesmo dia em que o Ministério da Saúde recomendou que os brasileiros adiem viagens programadas para Argentina e Chile, devido ao risco de contaminação pela gripe suína --gripe A (H1N1)--, o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata, ampliou a recomendação para evitar viagens também ao México, Estados Unidos e Canadá.
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De acordo com Barradas, apesar de 40% dos pacientes com gripe suína no Estado terem sido infectados na Argentina, 15% foram contaminados nos Estados Unidos e 5% no Chile. De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, dos 240 casos confirmados no Brasil, 110 são de São Paulo.
A recomendação foi feita durante inauguração de um novo prédio do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, na qual participou ainda o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro José Gomes Temporão (Saúde).
O secretário de Saúde de São Paulo alertou ainda que, com o inverno, o número de casos de gripe suína pode aumentar, porém, ele disse que o trabalho de vigilância continua.
De acordo com o ministro da Saúde, a medida se trata de uma recomendação e não de uma determinação, pois o governo não pode proibir a circulação de pessoas, já que não há uma determinação da OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre o assunto.
Ainda segundo o ministro, a recomendação vale apara todos os brasileiros, em especial para mulheres grávidas e pessoas imunodeprimidas (pacientes com câncer e em tratamento de Aids, por exemplo), crianças menores de dois anos e idosos com 60 anos ou mais.
Sintomas
A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.
Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).
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