Ministério da Saúde confirma 94 novos casos de gripe suína no Brasil; total chega a 334
da Folha Online
Em apenas um dia, o Ministério da Saúde confirmou 94 novos casos de gripe suína no Brasil --a chamada gripe A (H1N1)-- e o número de pessoas infectadas saltou de 240 para 334 nesta terça-feira, informou o órgão.
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De acordo com a pasta, dos 94 casos, 50 são de São Paulo, 17 de Minas, 13 do Rio, quatro de Santa Catarina, dois do Espírito Santo, dois do Paraná, e um caso em cada um dos Estados: Alagoas, Rio Grande do Sul, Goiás e Sergipe.
Segundo o Ministério de Saúde, do total de casos confirmados, dois pacientes do Rio Grande do Sul estão internados, mas o governo não informou detalhes sobre o estado de saúde dos pacientes infectados.
Outros 218 casos suspeitos estão sendo monitorados no país e 656 foram descartados até esta terça-feira, informou o ministério.
Restrições
Devido ao grande número de casos confirmados, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, recomendou na tarde desta terça-feira, durante a inauguração de um novo prédio do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, que sejam adiadas as viagens para países com risco de contaminação pela gripe suína, entre eles Argentina e Chile.
O ministro ressaltou que a medida se trata de uma recomendação e não de uma determinação, pois o governo não pode proibir a circulação de pessoas, já que não há uma determinação da OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre o assunto.
De acordo com o ministro, a recomendação vale para todos os brasileiros, em especial para mulheres grávidas e pessoas imunodeprimidas (pacientes com câncer e em tratamento de Aids, por exemplo), crianças menores de dois anos e idosos com 60 anos ou mais.
Para Temporão, o aumento do número de casos no país ocorreu porque muitos resultados do exame que constata a doença ficaram prontos agora. O ministro disse que a preocupação do governo atualmente é com as férias de julho, quando a circulação de pessoas é maior. O ministro disse que as recomendações feitas pela Vigilância Sanitária não mudam e o monitoramento terá continuidade.
A evolução no número de casos, segundo o ministro, já era esperada e demonstra a eficácia do sistema epidemiológico e de controle de doenças.
A gripe suína, afirmou o ministro, não é autossustentável pois todos os casos demonstraram vínculo epidemiológico. "Se tratam de pessoas que foram contaminadas por outras que contraíram a doença fora do Brasil", disse o ministro.
Sintomas
A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.
Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).
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O Ministério da Saúde está atento e continua realizando todas as ações relacionadas à Influenza A (H1N1). Cabe ressaltar que o número de casos graves da doença e de óbitos vem diminuindo. Estamos sempre à disposição.
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Apesar de ainda serem notificados novos casos graves de Influenza A (H1N1), esse número teve uma grande redução. No Brasil, em comparação com a semana epidemiológica com o maior número de notificações, a semana epidemiológica 44 (até 07 de novembro), apresentou redução de 97%. Esse decréscimo também ocorreu nas regiões do país. Na região Sul, por exemplo, a redução foi de 98%. Continuamos à disposição.
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A vacina contra a Influenza A (H1N1) estará disponível para todas as pessoas que fizerem parte dos grupos que deverão ser imunizados. Estamos à disposição.
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