ONU recomenda a governos mais investimento social no combate às drogas
da Agência Brasil
O Relatório Mundial sobre Drogas 2009, lançado nesta quarta-feira pelo Unodc (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), firma posição contrária à legalização de drogas ilícitas e ressalta que a melhora no enfrentamento do problema exige maior atenção à prevenção e ao tratamento de usuários, por meio de investimentos sociais.
A constatação é de que o cultivo ilícito e a venda de drogas se mostram mais fortes em regiões sem presença do Estado ou nas quais a ordem pública é frágil.
"Moradia, emprego, educação, acesso aos serviços públicos e ao lazer podem fazer com que as comunidades estejam menos vulneráveis às drogas e ao crime", disse o diretor executivo da entidade, Antonio Maria Costa.
O tratamento dos dependentes é outro ponto chave para o Unodc. Trecho do relatório destaca que "o vício das drogas é uma questão de saúde: as pessoas que usam drogas precisam de ajuda médica, e não de sanção criminal". Os usuários crônicos, segundo o Unodc, devem receber máxima atenção por consumirem mais e, consequentemente, agravarem os danos a si mesmos e à sociedade.
O Unodc define como erro a percepção da descriminalização das drogas como forma de acabar com a violência e a corrupção inerentes ao mercado ilegal.
"As drogas ilícitas representam um grande perigo à saúde. Por essa razão, as drogas são e devem permanecer controladas", defendeu o diretor do Unodc. "Um mercado liberado acarretaria uma epidemia de drogas, enquanto a existência de um mercado controlado acarretaria a criação um mercado paralelo criminoso. A legalização não é uma varinha mágica que acabaria tanto com o crime organizado quanto com o abuso de drogas", disse.
Em relação à atuação policial, a recomendação do relatório é de que seja priorizado como foco das operações aqueles criminosos com maior influência e volume de ação, e não um grande número de contraventores menores. Na prática, significa prender mais traficantes e menos usuários, ao contrário do que ocorre hoje em muitos países.
"Isso é um desperdício de recursos da polícia e um desperdício de vidas jogadas nas cadeias. Devemos ir atrás dos peixes grandes, não dos pequenos", afirmou Costa.
Um dos caminhos apontados para melhor repressão é a maior cooperação internacional entre os países no enfrentamento de práticas como a lavagem de dinheiro e os crimes cibernéticos.
A diminuição do número de apreensões de cocaína --cuja comercialização movimenta US$ 50 bilhões --pode explicar, segundo o Unodc, o aumento nos índices de violência em países como o México.
Também na África Ocidental se observa violência e instabilidade política associadas às drogas. "Enquanto houver demanda por drogas, os países mais vulneráveis continuarão sendo alvos dos traficantes", disse Costa.
O relatório constatou declínio do consumo de cocaína na América do Norte, estabilização na Europa e crescimento na América do Sul. Apontou ainda um crescimento significativo nos últimos anos da produção e do uso de de drogas sintéticas nos países em desenvolvimento.
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Fiquemos atentos aos fatos: a facilidade com que as drogas chegam à população, atinge os jovens e até mesmo nas escolas é evidente.
Outro fato é que muita gente lucra com isso, a máfia é poderosa no que se diz respeito ao tráfico de drogas, onde podemos supor que a ineficiência do Estado é proposital, ou seja, o Estado tem poder para reprimir e não faz nada!
Tem que ser tomada providências urgentes, como unir prevenção, fortalecer as campanhas antidrogas e principalmente combater como em estado de guerra os traficantes, principalmente os poderosos, ai entra a fundamental tarefa da PF.
Mas no Brasil a coisa é feia, a droga aumenta a violência e o crime organizado toma conta do Estado desorganizado e inoperante, exemplo, o Rio de Janeiro.
Precisa-se mudar as leis, torna-las severas e impiedosas para traficantes, sem excessões...o combate tem que ser sangrento e firme! A mão do estado tem que ser forte e implacável no combate contra as drogas e o crime organizado.
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O trafico continua sendo problema policial, mas é mais fácil recuperar os usuarios do que acabar com o tráfico. As vezes problemas complexos podem ter soluções simples. O Brasil é considerado um dos paises com maior numero de usuarios do mundo. O combate ao trafico não reduz o numero de usuarios.
Prende-se um traficante e tem mais de 50 para substitui-los. Recupera-se um usuario , estrutura-se um grupo familiar, diminui-se o indice de crimes e a sociedade tem um ganho real.Acho que a ONU e Brasil pelas raz~es expostas deveriam investir mais na prevenção e tratamento de usuários.
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