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Cotidiano
24/06/2009 - 11h32

Produção de cocaína é a menor dos últimos 5 anos, aponta relatório da ONU

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da Folha Online

A produção mundial de cocaína está em declínio no mundo, segundo relatório da UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), ligado à ONU (Organização das Nações Unidas), divulgado nesta quarta-feira. O documento mostra, ainda, aumento no uso da droga na América do Sul --O Brasil é o maior mercado da região, em números absolutos, com cerca de 890 mil usuários ou 0,7% da população entre 12 e 65 anos.

Segundo dados do relatório de 314 páginas elaborado devido ao Dia Internacional contra o Tráfico e o Abuso de Drogas, lembrado na próxima sextaa (26), a produção da cocaína em 2008 foi de 845 toneladas, a menor dos últimos cinco anos.

O fator determinante para a queda foi o declínio de produção na Colômbia, país que produz a metade da cocaína no mundo. Houve redução de 18% no cultivo e uma redução de 28% na produção da droga, em comparação com 2007. A contrapartida é que mercados emergentes da droga, tais como Peru e Bolívia, apresentaram elevação.

Outra droga que apresentou queda na produção foi o ópio no Afeganistão, país responsável por 93% da produção mundial de droga. No país da Ásia Central o cultivo apresentou retração de 19% em 2008.

Sintéticas

Os dados mostram uma evolução na produção e no consumo de drogas sintéticas em países em desenvolvimento. Por outro lado, o consumo de anfetaminas, metanfetaminas e ecstasy se estabilizou em países desenvolvidos,.

O relatório da UNODC mostra que houve uma mudança na produção. O que antes era artesanal agora assumiu grande escala de produção em laboratórios do sudeste Asiático, região onde está sendo produzida quantidades massivas de comprimidos de metanfetaminas, crystal meth (conhecida como ice) e outras substâncias como a quetamina.

Países da União Européia são os principais fornecedores de ecstasy e o Canadá se transformou no principal eixo de tráfico de meth e ecstasy.

Um terço de toda a apreensão de anfetaminas no mundo foram feitas na Arábia Saudita, mais do que o montante da China e Estados Unidos juntos.

Investimentos e injetáveis

O relatório se mostra contrário à legalização de drogas ilícitas e ressalta que a melhora no enfrentamento do problema exige maior atenção à prevenção e ao tratamento de usuários, por meio de investimentos sociais

A constatação é de que o cultivo ilícito e a venda de drogas se mostram mais fortes em regiões sem presença do Estado ou nas quais a ordem pública é frágil.

O documento aponta ainda que o Brasil está entre os quatro países que tem maior número de usuários de drogas injetáveis. Por consequência dessa prática, o Brasil figura entre os nove países com maiores índices de contaminação do vírus HIV no mundo.

Comentários dos leitores
J. R. (404) 11/07/2009 13h47
J. R. (404) 11/07/2009 13h47
Bob gosta tanto da dita cuja, que até financiou a potencialização do princípio ativo. Durante a guerra do Vietnã, a dita cuja tinha 10 vezes menos potência, o que permitia a movimentação de Bob. Hoje ele sofre de displasia, assim precisa de ter um melhor estímulo do que tinha naquela época. sem opinião
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O Estado deveria cuidar com mais atenção sobre esse problema grave.
Fiquemos atentos aos fatos: a facilidade com que as drogas chegam à população, atinge os jovens e até mesmo nas escolas é evidente.
Outro fato é que muita gente lucra com isso, a máfia é poderosa no que se diz respeito ao tráfico de drogas, onde podemos supor que a ineficiência do Estado é proposital, ou seja, o Estado tem poder para reprimir e não faz nada!
Tem que ser tomada providências urgentes, como unir prevenção, fortalecer as campanhas antidrogas e principalmente combater como em estado de guerra os traficantes, principalmente os poderosos, ai entra a fundamental tarefa da PF.
Mas no Brasil a coisa é feia, a droga aumenta a violência e o crime organizado toma conta do Estado desorganizado e inoperante, exemplo, o Rio de Janeiro.
Precisa-se mudar as leis, torna-las severas e impiedosas para traficantes, sem excessões...o combate tem que ser sangrento e firme! A mão do estado tem que ser forte e implacável no combate contra as drogas e o crime organizado.
sem opinião
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helio rodrigues de souza (2) 24/06/2009 17h12
helio rodrigues de souza (2) 24/06/2009 17h12
Penso que a melhor alternativa para o Brasil é a prevenção e o tratamento dos usuarios. O custo para um tratamento de dependentes em larga escala é reduzido. Vide trabalho gratuito realizado pelo Centro de Recuperação Coronel Edson Ferrarini
O trafico continua sendo problema policial, mas é mais fácil recuperar os usuarios do que acabar com o tráfico. As vezes problemas complexos podem ter soluções simples. O Brasil é considerado um dos paises com maior numero de usuarios do mundo. O combate ao trafico não reduz o numero de usuarios.
Prende-se um traficante e tem mais de 50 para substitui-los. Recupera-se um usuario , estrutura-se um grupo familiar, diminui-se o indice de crimes e a sociedade tem um ganho real.Acho que a ONU e Brasil pelas raz~es expostas deveriam investir mais na prevenção e tratamento de usuários.
2 opiniões
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