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Cotidiano
24/06/2009 - 13h04

Drogas devem continuar sendo ilegais, defende agência da ONU

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MARCELA CAMPOS
colaboração para a Folha Online, de Brasília

A restrição do aumento do uso de substâncias tóxicas que causam dependência está na manutenção da ilegalidade desses produtos, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira pela UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), ligada à ONU (Organização das Nações Unidas).

"O álcool e o tabaco causam mais mortes justamente porque são legais", afirmou o novo representante do UNODC no Brasil, Bo Mathiasen, durante o lançamento do relatório Relatório Mundial sobre Drogas 2009, no Palácio do Planalto.

O documento original foi lançado em Washington (EUA) e tem 314 páginas. Ele foi elaborado devido ao Dia Internacional contra o Tráfico e o Abuso de Drogas, lembrado na próxima sexta-feira (26).

O documento reúne dados estatísticos, enviados pelos governos dos países da ONU, e análises de tendência sobre a situação do mercado das drogas ilegais em todo o mundo, inclusive produção, tráfico e consumo.

A recomendação ocorre em um momento em que vários setores da sociedade civil defendem a legalização de drogas tidas como leves, como a maconha. De acordo com Roberto Filho, diretor de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, a visão dos órgãos de repressão, em especial da PF, "é absolutamente alinhada" com a medida defendida pela UNODC.

"A experiência tem demonstrado e nos habilita a dizer que uma eventual liberação, mesmo de drogas consideradas leves, como a maconha, estimularia o consumo. E, como seria submetida a controles sanitários e impostos, não eliminaria a produção ilícita por organizações criminosas", afirma Filho.

Outras medidas citadas por Mathiensen envolvem agir proativamente, elaborar estratégias específicas para cada fluxo de drogas e fortalecer o trabalho internacional para prevenir o uso de drogas e combate ao tráfico.

Segundo o secretário nacional de Políticas sobre Drogas, Paulo Roberto Uchôa, o Brasil "tem um rumo [no combate às drogas], principalmente porque tem dois instrumentos; a lei e uma política nacional unificada". Uchoa ressaltou a importância de uma integração multissetorial, reduzindo a oferta e a demanda e unindo políticas de educação, de trabalho, de saúde e de cultura, entre outros.

A divulgação do relatório, "chama atenção para um problema que não é só do Brasil, é de todo o mundo e de todos nós", afirma Uchôa.

O secretário relativiza a importância do Brasil em relação às drogas na esfera mundial. Segundo ele, se por um lado o país é território de trânsito, por outro, sua produção é pequena e o que é produzido tem má qualidade a ponto de não atender os requisitos do mercado ilegal para exportação, ficando restrita ao consumo interno.

Comentários dos leitores
J. R. (404) 11/07/2009 13h47
J. R. (404) 11/07/2009 13h47
Bob gosta tanto da dita cuja, que até financiou a potencialização do princípio ativo. Durante a guerra do Vietnã, a dita cuja tinha 10 vezes menos potência, o que permitia a movimentação de Bob. Hoje ele sofre de displasia, assim precisa de ter um melhor estímulo do que tinha naquela época. sem opinião
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O Estado deveria cuidar com mais atenção sobre esse problema grave.
Fiquemos atentos aos fatos: a facilidade com que as drogas chegam à população, atinge os jovens e até mesmo nas escolas é evidente.
Outro fato é que muita gente lucra com isso, a máfia é poderosa no que se diz respeito ao tráfico de drogas, onde podemos supor que a ineficiência do Estado é proposital, ou seja, o Estado tem poder para reprimir e não faz nada!
Tem que ser tomada providências urgentes, como unir prevenção, fortalecer as campanhas antidrogas e principalmente combater como em estado de guerra os traficantes, principalmente os poderosos, ai entra a fundamental tarefa da PF.
Mas no Brasil a coisa é feia, a droga aumenta a violência e o crime organizado toma conta do Estado desorganizado e inoperante, exemplo, o Rio de Janeiro.
Precisa-se mudar as leis, torna-las severas e impiedosas para traficantes, sem excessões...o combate tem que ser sangrento e firme! A mão do estado tem que ser forte e implacável no combate contra as drogas e o crime organizado.
sem opinião
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helio rodrigues de souza (2) 24/06/2009 17h12
helio rodrigues de souza (2) 24/06/2009 17h12
Penso que a melhor alternativa para o Brasil é a prevenção e o tratamento dos usuarios. O custo para um tratamento de dependentes em larga escala é reduzido. Vide trabalho gratuito realizado pelo Centro de Recuperação Coronel Edson Ferrarini
O trafico continua sendo problema policial, mas é mais fácil recuperar os usuarios do que acabar com o tráfico. As vezes problemas complexos podem ter soluções simples. O Brasil é considerado um dos paises com maior numero de usuarios do mundo. O combate ao trafico não reduz o numero de usuarios.
Prende-se um traficante e tem mais de 50 para substitui-los. Recupera-se um usuario , estrutura-se um grupo familiar, diminui-se o indice de crimes e a sociedade tem um ganho real.Acho que a ONU e Brasil pelas raz~es expostas deveriam investir mais na prevenção e tratamento de usuários.
2 opiniões
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