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Cotidiano
24/06/2009 - 16h47

Relatório da ONU mostra que 5% dos estudantes de ensino médio usaram drogas

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MARCELA CAMPOS
colaboração para a Folha Online, de Brasília

Mais de 5% dos estudantes brasileiros cursando o ensino médio usaram drogas ilícitas em 2007, revelou relatório divulgado nesta quarta-feira pela UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), ligada à ONU (Organização das Nações Unidas).

Segundo o levantamento, que reúne dados enviados pelos governos dos países-membros da ONU, a maconha é a mais disseminada entre os estudantes.

Na população, de forma geral, o estudo identificou que o consumo de maconha mais do que dobrou em relação a 2001. Há oito anos, 1% dos brasileiros eram usuários da droga, em sua maioria importada do Paraguai. Em 2005, a porcentagem subiu para 2,6%.

O secretário nacional de Políticas sobre Drogas, Paulo Roberto Uchôa, relativiza o aumento identificado pelo relatório. "Na época em que havia prisão para o usuário, a impressão é que havia um consumo menor [de drogas ilícitas]. Agora, o usuário sabe que não vai ser preso, então tem menos medo de admitir o uso. Não é necessariamente o consumo que aumentou."

Em relação à cocaína, ao contrário da estabilização e até decréscimo registrado na América do Norte, o consumo na América do Sul aponta para expansão. Em 2007, foi reportado aumento do uso no Brasil, além de Venezuela e Equador. O Brasil é o primeiro mercado da substância na região, só perdendo para a Argentina.

A taxa de usuários é de 0,7% da população 890 mil pessoas um aumento de 0,3 ponto percentual em relação a 2001, quando a droga alcançava 0,4% dos brasileiros.

A proximidade da oferta, já que o Brasil tem fronteira seca com os maiores produtores da droga, como Colômbia, Bolívia e Peru, facilita o acesso e intensifica o consumo, aponta Uchôa.

O Brasil também está no topo de um outro ranking negativo: ocupa a terceira posição entre os países com maiores índices (estimados) de uso de estimulantes do tipo anfetamina no mundo, atrás da Argentina.

A posição já era ocupada em 2006 e foi mantida em 2007. Muitas dessas substâncias, como anfepramona, são utilizadas para emagrecer, já que inibem o apetite.

Apreensão

Em 2007, o Brasil entrou na lista dos 22 países com maiores apreensões de substancias do grupo do ecstasy. No ano passado, a PF desmantelou o primeiro laboratório clandestino de produção de ecstasy no Paraná. As apreensões de cocaína também aumentaram no período (17 toneladas, ante 14 toneladas em 2006).

Comentários dos leitores
J. R. (404) 11/07/2009 13h47
J. R. (404) 11/07/2009 13h47
Bob gosta tanto da dita cuja, que até financiou a potencialização do princípio ativo. Durante a guerra do Vietnã, a dita cuja tinha 10 vezes menos potência, o que permitia a movimentação de Bob. Hoje ele sofre de displasia, assim precisa de ter um melhor estímulo do que tinha naquela época. sem opinião
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O Estado deveria cuidar com mais atenção sobre esse problema grave.
Fiquemos atentos aos fatos: a facilidade com que as drogas chegam à população, atinge os jovens e até mesmo nas escolas é evidente.
Outro fato é que muita gente lucra com isso, a máfia é poderosa no que se diz respeito ao tráfico de drogas, onde podemos supor que a ineficiência do Estado é proposital, ou seja, o Estado tem poder para reprimir e não faz nada!
Tem que ser tomada providências urgentes, como unir prevenção, fortalecer as campanhas antidrogas e principalmente combater como em estado de guerra os traficantes, principalmente os poderosos, ai entra a fundamental tarefa da PF.
Mas no Brasil a coisa é feia, a droga aumenta a violência e o crime organizado toma conta do Estado desorganizado e inoperante, exemplo, o Rio de Janeiro.
Precisa-se mudar as leis, torna-las severas e impiedosas para traficantes, sem excessões...o combate tem que ser sangrento e firme! A mão do estado tem que ser forte e implacável no combate contra as drogas e o crime organizado.
sem opinião
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helio rodrigues de souza (2) 24/06/2009 17h12
helio rodrigues de souza (2) 24/06/2009 17h12
Penso que a melhor alternativa para o Brasil é a prevenção e o tratamento dos usuarios. O custo para um tratamento de dependentes em larga escala é reduzido. Vide trabalho gratuito realizado pelo Centro de Recuperação Coronel Edson Ferrarini
O trafico continua sendo problema policial, mas é mais fácil recuperar os usuarios do que acabar com o tráfico. As vezes problemas complexos podem ter soluções simples. O Brasil é considerado um dos paises com maior numero de usuarios do mundo. O combate ao trafico não reduz o numero de usuarios.
Prende-se um traficante e tem mais de 50 para substitui-los. Recupera-se um usuario , estrutura-se um grupo familiar, diminui-se o indice de crimes e a sociedade tem um ganho real.Acho que a ONU e Brasil pelas raz~es expostas deveriam investir mais na prevenção e tratamento de usuários.
2 opiniões
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