Relatório da ONU mostra que 5% dos estudantes de ensino médio usaram drogas
MARCELA CAMPOS
colaboração para a Folha Online, de Brasília
Mais de 5% dos estudantes brasileiros cursando o ensino médio usaram drogas ilícitas em 2007, revelou relatório divulgado nesta quarta-feira pela UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), ligada à ONU (Organização das Nações Unidas).
Segundo o levantamento, que reúne dados enviados pelos governos dos países-membros da ONU, a maconha é a mais disseminada entre os estudantes.
Na população, de forma geral, o estudo identificou que o consumo de maconha mais do que dobrou em relação a 2001. Há oito anos, 1% dos brasileiros eram usuários da droga, em sua maioria importada do Paraguai. Em 2005, a porcentagem subiu para 2,6%.
O secretário nacional de Políticas sobre Drogas, Paulo Roberto Uchôa, relativiza o aumento identificado pelo relatório. "Na época em que havia prisão para o usuário, a impressão é que havia um consumo menor [de drogas ilícitas]. Agora, o usuário sabe que não vai ser preso, então tem menos medo de admitir o uso. Não é necessariamente o consumo que aumentou."
Em relação à cocaína, ao contrário da estabilização e até decréscimo registrado na América do Norte, o consumo na América do Sul aponta para expansão. Em 2007, foi reportado aumento do uso no Brasil, além de Venezuela e Equador. O Brasil é o primeiro mercado da substância na região, só perdendo para a Argentina.
A taxa de usuários é de 0,7% da população 890 mil pessoas um aumento de 0,3 ponto percentual em relação a 2001, quando a droga alcançava 0,4% dos brasileiros.
A proximidade da oferta, já que o Brasil tem fronteira seca com os maiores produtores da droga, como Colômbia, Bolívia e Peru, facilita o acesso e intensifica o consumo, aponta Uchôa.
O Brasil também está no topo de um outro ranking negativo: ocupa a terceira posição entre os países com maiores índices (estimados) de uso de estimulantes do tipo anfetamina no mundo, atrás da Argentina.
A posição já era ocupada em 2006 e foi mantida em 2007. Muitas dessas substâncias, como anfepramona, são utilizadas para emagrecer, já que inibem o apetite.
Apreensão
Em 2007, o Brasil entrou na lista dos 22 países com maiores apreensões de substancias do grupo do ecstasy. No ano passado, a PF desmantelou o primeiro laboratório clandestino de produção de ecstasy no Paraná. As apreensões de cocaína também aumentaram no período (17 toneladas, ante 14 toneladas em 2006).
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Fiquemos atentos aos fatos: a facilidade com que as drogas chegam à população, atinge os jovens e até mesmo nas escolas é evidente.
Outro fato é que muita gente lucra com isso, a máfia é poderosa no que se diz respeito ao tráfico de drogas, onde podemos supor que a ineficiência do Estado é proposital, ou seja, o Estado tem poder para reprimir e não faz nada!
Tem que ser tomada providências urgentes, como unir prevenção, fortalecer as campanhas antidrogas e principalmente combater como em estado de guerra os traficantes, principalmente os poderosos, ai entra a fundamental tarefa da PF.
Mas no Brasil a coisa é feia, a droga aumenta a violência e o crime organizado toma conta do Estado desorganizado e inoperante, exemplo, o Rio de Janeiro.
Precisa-se mudar as leis, torna-las severas e impiedosas para traficantes, sem excessões...o combate tem que ser sangrento e firme! A mão do estado tem que ser forte e implacável no combate contra as drogas e o crime organizado.
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O trafico continua sendo problema policial, mas é mais fácil recuperar os usuarios do que acabar com o tráfico. As vezes problemas complexos podem ter soluções simples. O Brasil é considerado um dos paises com maior numero de usuarios do mundo. O combate ao trafico não reduz o numero de usuarios.
Prende-se um traficante e tem mais de 50 para substitui-los. Recupera-se um usuario , estrutura-se um grupo familiar, diminui-se o indice de crimes e a sociedade tem um ganho real.Acho que a ONU e Brasil pelas raz~es expostas deveriam investir mais na prevenção e tratamento de usuários.
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