Polícia deve ouvir PMs sobre paradeiro de corpo de engenheira desaparecida no Rio
DIANA BRITO
colaboração para a Folha Online, no Rio
A Polícia Civil do Rio afirmou que pretende interrogar os quatro policiais militares presos nesta quarta-feira (24) por suspeita de envolvimento no desaparecimento da engenheira Patrícia Amieiro, 24, ocorrido em junho do ano passado, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Após terem a prisão preventiva decretada pela Justiça, os PMs permanecem nesta sexta-feira presos no BEP (Batalhão Especial Prisional), em Benfica, zona norte da cidade.
O objetivo dos interrogatórios é descobrir o paradeiro do corpo da engenheira, que continua desaparecido desde no ano passado.
"Primeiro eles serão ouvidos em juízo. Depois, nós vamos pegar cópias desses depoimentos para analisar e pretendemos interrogá-los para tentar localizar o corpo da jovem", afirmou à Folha Online o delegado substituto da delegacia de Homicídios do Rio, Ricardo Barbosa, nesta sexta-feira.
O TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio) informou hoje que ainda não há uma previsão para que os PMs prestem depoimento à Justiça.
De acordo com a Polícia Civil, dois suspeitos foram denunciados por homicídio e todos por ocultação de cadáver. Ainda segundo a polícia, eles negam ter cometido o crime.
Na última quarta-feira, a polícia informou que os tiros que atingiram o carro da engenheira partiram das armas de dois PMs do Batalhão do Recreio dos Bandeirantes. Na ocasião, Barbosa disse à Folha Online que um pedaço do fragmento encontrado no veículo, localizado no canal de Marapendi, é compatível com um dos projéteis dos policiais.
"Foi uma má abordagem policial, mas o porquê deles terem atirado vai ser respondido durante a instrução processual. O fato é que eles atiraram. Foi confirmado que eles atiraram, mas eles negam tudo. As investigações apontam que dois teriam efetuado os disparos porque são calibres diversos".
A reportagem ainda não conseguiu contato com os advogados dos policiais militares suspeitos do crime.
Crime
O desaparecimento da engenheira ainda é considerado um mistério pela Polícia Civil. Dias após o sumiço, policiais encontraram o carro de Patrícia no canal de Marapendi, que fica na entrada da Barra, com marcas de tiros no chão.
Uma das suspeitas levantadas nas investigações é de que policiais tenham se assustado quando o carro capotou e atiraram nele, matando a engenheira e, depois, escondido seu corpo. A hipótese, porém, não foi comprovada.
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