RS investiga se morte de engenheiro americano tem relação com gripe suína
da Folha Online
Atualizado às 14h28.
A Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul investiga se a morte de um engenheiro americano em Montenegro (RS) tem relação com a gripe suína.
Segundo nota emitida pela pasta, ele morreu na noite de sexta-feira (26) depois de entrar em coma. O engenheiro mecânico de 59 anos chegou a trabalho no Estado no dia 21 e foi internado no hospital de Montenegro na última quarta-feira (24).
A pasta informou que ainda não pode comprovar se de fato ele teve gripe suína por ainda depender do resultado de exames.
Ele apresentou quadro de febre, era diabético e tinha hipertensão. Um funcionário do hospital em que ele ficou internado e que não quis se identificar disse que o engenheiro apresentava sintomas relativos à gripe suína. A informação não foi confirmada pela assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde.
Protocolo
Ontem, o Ministério da Saúde informou que o governo modificou o protocolo para diagnóstico de pessoas contaminadas com o vírus da gripe suína --a chamada gripe A (H1N1)--, além de divulgar novas recomendações de conduta para autoridades de Estados e municípios.
O número de contaminados pelo vírus chegou a 522 segundo dados de ontem. Somente desta quinta-feira (25) para sexta-feira (26) o Brasil confirmou mais 70 casos.
Reportagem da Folha publicada na edição deste sábado do jornal mostra que o medo da gripe A (H1N1) tem causado uma corrida aos hospitais de São Paulo. Até pessoas sem nenhum sintoma vão aos prontos-socorros em busca de orientação, o que aumenta a espera por atendimento.
Ontem foram registrados 66.696 casos da doença em todo o mundo, com 306 mortes. Os Estados Unidos seguem na frente, com mais de 27.700 casos e 127 mortes.
O Brasil tem registrado um aumento significativo do número de casos, mas essa é "uma. situação esperada para a qual o governo se preparou", afirmou o ministro da Saúde José Gomes Temporão.
O país confirmou 522 casos, com 70 novos contaminados desde ontem e dois casos graves, no Rio Grande do Sul. São Paulo concentra quase 50% dos contaminados, 260, depois está Minas Gerais e Rio de Janeiro (65 e 52).
O padrão de transmissão do vírus, entretanto, se manteve, disse Temporão. "Ele [o vírus] não circula no Brasil", ou seja, os infectados tiveram contato com alguém que pegou o vírus no exterior: 65% foram contraídos no exterior e 26% no país.
No dia 11 de junho a OMS elevou a gravidade da doença do nível cinco para o seis, o que caracteriza uma pandemia.
Sintomas
O vírus influenza A, H1N1, é transmitido entre humanos e causa a gripe suína, que tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, como febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.
Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.
Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais.
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Sobre essa resposta
Eugenio,
Você está equivocado, as autoridades de saúde local não necessitam autorizar os médicos a prescreverem o medicamento. Cabe deixar claro que o Tamiflu deve ser receitado aos pacientes que realmente precisem do remédio. Estamos à disposição. Se o médico possui autonomia de receitar o remédio, porque vocês estão salientando que " Cabe deixar claro que o Tamiflu deve ser receitado aos pacientes que realmente precisem do remédio". O Médico não estudou para isso? Para saber o que é melhor para seu paciente?
Vocês dizem o médico tem autonomia para receitar e logo depois: Mas ele só deve administrar o medicamento caso o paciente realmente necessite...
Imagine eu chego no médico, ele receita o tamiflu. Dai eu digo, mas doutor o remédio só deve ser receitado se eu realmente precisar... Ele vai dizer quem é o médico aqui!!!
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No Brasil, apesar de ainda serem registrados casos graves da Influenza A (H1N1), esse número teve grande redução. Em comparação com a semana epidemiológica com o maior número de notificações, a semana epidemiológica 44 (até o dia 07 de novembro) apresentou redução de 97%. Estamos à disposição.
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No Brasil, apesar de ainda serem registrados casos graves da Influenza A (H1N1), esse número teve grande redução. Em comparação com a semana epidemiológica com o maior número de notificações, a semana epidemiológica 44 (até o dia 07 de novembro) apresentou redução de 97%. Estamos à disposição.
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