Parentes e amigos de jovem morto por policiais há um mês no Rio pedem justiça
da Agência Brasil
Parentes e amigos do jovem Maxwill de Souza Santos, 21, morto por policiais militares em maio deste ano, em Brás de Pina, na zona norte do Rio, fizeram neste sábado uma manifestação nas ruas do bairro. Eles alegam que Maxwill foi executado pelos agentes e querem agilidade e empenho das autoridades nas investigações.
Na época, os policiais contaram que foram ao local para reprimir um baile funk e que foram atacados a tiros por Maxwill e por um amigo, que estavam em uma motocicleta. Mas a irmã de Maxwill, Flávia de Souza Sarte, 32, conta que seu irmão não estava armado e que as "provas" contra ele foram "plantadas" pela polícia.
"Felizmente para nós, a arma que eles colocaram ao lado do corpo do meu irmão era tão velha, que ela estava travada e não tinha nenhum tiro deflagrado. Então, eles não podem dizer que meu irmão atirou neles, porque a arma que eles colocaram do lado não funcionava", disse.
Flávia acrescentou ainda que, até hoje, a Polícia Civil ainda não fez uma perícia no local do crime. A assessoria de imprensa da Polícia Civil, por sua vez, não soube informar se a perícia já foi feita, mas comprometeu-se a apurar o andamento das investigações.
Márcia Jacinto, do movimento Rede Contra a Violência, afirma que o objetivo da manifestação é também chamar a atenção para mortes de pessoas que sejam inocentes. "Só queremos justiça e mostrar ao povo que não aguentamos mais tantas execuções, com nossos jovens sendo ceifados", afirmou.
A Agência Brasil tentou entrar em contato com a Polícia Militar, para esclarecer o episódio da morte de Maxwill, mas não foi atendida pela assessoria de imprensa.
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