Parentes de vítimas do voo 3054 da TAM pedem rapidez nas investigações
da Agência Brasil
Parentes das vítimas do voo 3054 da TAM, que colidiu e explodiu em um prédio da empresa, próximo ao aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo), voltaram a pedir rapidez nas investigações do acidente. As famílias das vítimas reclamam que a PF (Polícia Federal) demora a indicar um novo delegado para presidir o inquérito.
O delegado da PF Pedro Serzi Junior, que presidiu o inquérito no início das investigações, foi destituído do caso devido a questões administrativas. Um substituto ainda não foi indicado. O acidente com o voo da TAM ocorreu em julho de 2007 e deixou 199 mortos.
O inquérito, iniciado há 23 meses, ainda sofreu atrasos porque ficado parado na 1ª Vara Criminal Federal de São Paulo devido a um procedimento administrativo de inspeção, a que todas as varas criminais são submetidas.
"A gente aguarda a indicação [do novo delegado da PF] o mais rápido possível. Já há algum tempo eu tenho feito esse pedido. Eu fiz informalmente, não houve ofício encaminhado, mas nós aguardamos que nos próximos dias efetivamente o delegado venha assumir e colocar novamente o inquérito policial em andamento", afirmou na noite de ontem (27) o procurador da República em São Paulo, Rodrigo de Grandis.
De acordo com o procurador, o inquérito da PF, que corre em segredo de Justiça, está em fase final. Faltam apenas algumas investigações e o relatório final. O inquérito da Polícia Civil de São Paulo, presidido pelo delgado Antonio Carlos Menezes Barbosa, sobre o mesmo acidente, já foi concluído e anexado ao da PF.
"O que nós queremos e estamos pedindo tanto ao Ministério Público Federal quanto à Polícia Federal é que imprima uma celeridade para que esse inquérito se conclua. Nós queremos o mais rápido possível que todos os responsáveis por essa tragédia sejam apontados para que a gente vá buscar a justiça", disse o presidente da Afavitam (Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo TAM JJ3054), Dario Scott.
Neste domingo, os familiares das vítimas realizam uma manifestação no Aeroporto de Congonhas para alertar a população sobre a necessidade de se cobrar das autoridades e empresas maior segurança e fiscalização no setor de transporte aéreo.
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