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Cotidiano
29/06/2009 - 22h57

Cheia recorde do rio Negro faz Iranduba (AM) decretar calamidade pública

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KÁTIA BRASIL
da Agência Folha, em Manaus

A cheia do rio Negro, que já atingiu o maior nível da história em Manaus, levou um município do Amazonas a decretar estado de calamidade pública. Iranduba (região metropolitana de Manaus), de 33 mil habitantes, tem 1.200 desabrigados, segundo a prefeitura.

O prefeito Raimundo Nonato Lopes (PMDB) afirmou que 41 escolas de Iranduba tiveram as aulas suspensas e servem de abrigos. Os prejuízos na agricultura e nas olarias somam R$ 1,5 milhão.

Na região, a situação é mais grave no distrito de Cacau Pirêra. A situação obrigou a instalação de 6 km de passarelas de madeira sobre áreas inundadas para que a população possa se locomover pelas ruas.

O decreto de calamidade pública, do último dia 17, ainda não foi homologado pelo governo estadual.

Recorde

Desde março, os rios da bacia amazônica estão com suas cotas altas. Nesta segunda-feira, o rio Negro atingiu o nível de 29,75 metros, um novo recorde, e continua subindo um centímetro por dia, mesmo sem chuvas. O nível considerado normal nesta época do ano é de 27,76 metros.

Em Manaus, onde já foi decretada situação de emergência, a cheia do Negro afeta 18 mil pessoas. Há 73 famílias desabrigadas. No centro da cidade, a água inundou o prédio centenário da Alfândega, órgão responsável pelo despacho aduaneiro das indústrias da Zona Franca de Manaus.

Comentários dos leitores
jairo dias (1) 15/06/2009 19h27
jairo dias (1) 15/06/2009 19h27
olha sò eu queria saber. ..cadê o velhinho(engenheiro, ou sei la o que) que apqreceu em reportagens de tv dizendo um ou dois dias antes que tava tudo bem e que a barragem não romperia... sem opinião
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José Nilson Campos (5) 31/05/2009 14h02
José Nilson Campos (5) 31/05/2009 14h02
Antes de buscar culpado(s) é importante estruturar os fatos. Há duas coisas distintas: 1) o arrombamento da barragem e 2) a remoção das populações das áreas de risco. O erro pode estar em dois pontos: 1)No projeto ou na construção. Somente uma perícia técnica bem feita pode identificar as causas. No segundo caso, remoção das populações, deixou-se de aplicar o princípio da precaução. Para tomar decisões em situações de riscos, como no caso, é necessário um sistema institucional competente e estabelecido. A informação técnica, de um comitê de alto nível, deve ser transferida para os decisores político-institucionais. Não se deve, nunca, em situações dessa natureza, deixar a responsabilidade em um único indivíduo.
Em aviação uma queda de uma aeronave é, quase sempre, uma tragédia que resulta em muitas vítimas. Contudo, essas tragédias são objeto de perícias e estudos para criar procedimentos e técnicas que reduzam o número de desastres no futuro. Assim devia ser feito com desastres em barragens. Cada desastre devia ser objeto de um relatório completo para uma entidade superior que iria estabelecer políticas de segurança de barragem. É uma pena que na busca de um Estado mínimo, coisas importantes como segurança de barragens ou de outras grandes obras de Engenharia tenham sido esquecidas. É hora de repensar. Que desastres como esse sirvam para instituir um sistema que possa poupar vidas no futuro.
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Simpson Bonner (157) 29/05/2009 20h54
Simpson Bonner (157) 29/05/2009 20h54
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