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Cotidiano
30/06/2009 - 07h57

Vírus da gripe suína pode ter vazado de laboratório

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da Folha de S.Paulo

Um estudo publicado pelo "The New England Journal of Medicine" e pelo jornal inglês "The Independent" aponta que a pandemia de gripe suína pode ter resultado de um "acidente" de pesquisa em algum laboratório no final dos anos 1970.

Pesquisadores acreditam que o vírus, extinto entre os humanos, foi reintroduzido acidentalmente por cientistas e causou a pandemia em 1977, iniciada na Rússia e na China.

Shanta Zimmer e Donald Burke, da Universidade de Pittsburgh (EUA), disseram que a gripe suína desapareceu entre os humanos depois que houve uma pandemia de outra linhagem do vírus em 1957. Depois, o H1N1 não foi detectado até janeiro de 1976, quando ocorreu um novo surto.

O alarme desse surto levou cientistas de todo o mundo a voltar a estudar o vírus, com amostras congeladas e armazenadas desde os anos 1950.

"Eu imagino que a maioria dos laboratórios possuía a linhagem dos anos 1950. Mas não podemos dizer qual deles deixou que ele acidentalmente escapasse", disse Zimmer.

Depois da pandemia de 1977, a gripe suína reapareceu anualmente, mas só agora acabou se tornando nova pandemia.

Casos no Brasil

O Ministério da Saúde corrigiu ontem o número de casos. Segundo a pasta, o vírus atingiu 625 pessoas, e não 627, como divulgado anteontem. Ontem, não houve nenhum novo caso.

No domingo, o ministério acrescentou o Reino Unido à lista de países que devem ser evitados por crianças, idosos ou pessoas com saúde debilitada.

No Rio Grande do Sul, a Prefeitura de Itaqui (na fronteira com a Argentina) decretou emergência após o surgimento de três casos suspeitos em uma família. A cidade, com 36 mil habitantes, é a segunda do Estado a decretar emergência --a primeira foi São Gabriel. As aulas em Itaqui estão suspensas.

A decisão foi criticada pelo ministro José Gomes Temporão (Saúde). "Isso cria pânico", disse à Rádio Gaúcha.

Na Dinamarca, o governo confirmou ontem o registro do primeiro caso de gripe suína resistente ao antiviral Tamiflu (princípio ativo oseltamivir). O paciente foi tratado com outro antiviral (do princípio ativo zanamivir) e se recuperou.

O Tamiflu é considerado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) um tratamento eficaz contra a forma atual da gripe.

Segundo o infectologista Celso Granato, com o uso disseminado do remédio, era esperado que surgisse algum caso de resistência. "Com muita gente tomando o medicamento, ele [vírus] se torna mais resistente."

Com agências internacionais. Colaboraram Agência Folha e da Folha de S.Paulo, em Brasília

Comentários dos leitores
cristina pereira (45) 02/12/2009 01h00
cristina pereira (45) 02/12/2009 01h00
Ministério da Saúde:
Acho que voces que se equivocaram.
" Eugenio,
Você está equivocado, as autoridades de saúde local não necessitam autorizar os médicos a prescreverem o medicamento. Cabe deixar claro que o Tamiflu deve ser receitado aos PACIENTES que realmente precisem do remédio. Estamos à disposição. "
Em nenhum momento voces se dirigiram à pessoas leigas, a partir do momento que voces colocaram Pacientes, o recado foi dirigido aos médicos.
Por exemplo: Um médico, que compartilhe da mesma opinião que o restante do mundo todo, administrar o tamiflu ou o relenza nos primeiros sintomas de gripe. Se o nome dele aparecer 30 vezes em receitas que preescrevem o medicamento, ele não será chamado à dar explicações?
sem opinião
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Ministério da Saúde (197) 01/12/2009 13h54
Ministério da Saúde (197) 01/12/2009 13h54
Cristina,
Acho que você não entendeu, quem vai decidir se é necessário ou não a prescrição do Tamiflu é o seu médico, ele tem autonomia nessa decisão. Inclusive é ele quem vai ser responsável pela prescrição e orientação quanto ao uso do medicamento. Continuamos à disposição.
sem opinião
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Ministério da Saúde (197) 01/12/2009 13h53
Ministério da Saúde (197) 01/12/2009 13h53
Cristina,
Acho que você não entendeu, quem vai decidir se é necessário ou não a prescrição do Tamiflu é o seu médico, ele tem autonomia nessa decisão. Inclusive é ele quem vai ser responsável pela prescrição e orientação quanto ao uso do medicamento. Continuamos à disposição.
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