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Cotidiano
30/06/2009 - 10h28

São Paulo convida hospitais particulares para atender casos de gripe suína

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CLAYTON FREITAS
da Folha Online

Atualizado às 11h43.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo anunciou nesta terça-feira que passará a contar, já a partir desta semana, com hospitais particulares para o atendimento de casos suspeitos de gripe suína, como é chamada a gripe A (H1N1). Treze unidades de saúde foram convidadas a integrar a rede e reforçar o número de 18 hospitais públicos que já fazem esse tipo de atendimento.

Esses hospitais serão responsáveis por coletar material de pacientes com sintomas da nova gripe --como secreções nasais-- e encaminhar para análise. As amostras serão processadas pelo Instituto Adolfo Lutz, do governo estadual.

Os hospitais particulares considerados referências são: Sírio Libanês, Albert Einstein, as três unidades do Hospital São Luiz, Santa Catarina, Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa, Samaritano, Cema, Santa Paula, Nove de Julho e o pronto-socorro Sabará, além dos laboratórios Fleury e Dasa.

Segundo o secretário da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, a adesão à rede de atendimento aos casos suspeitos não é obrigatória por parte dos hospitais e caberá a eles decidir se irão ou não atender pacientes com sintomas. Até por volta das 11h20, apenas o hospital Albert Einstein havia confirmado que irá integrar a rede.

Dados da secretaria apontam que 80% dos casos confirmados no Estado são de pessoas que possuem convênios médicos e poderiam ser atendidas nos hospitais que hoje são convidados para integrar a rede de referência.

O secretário também afirmou que o atendimento não acarretará valores adicionais aos pacientes, pois os convênios devem cobrir esses custos. De acordo com ele, é possível que os laboratórios Fleury e Dasa venham a fazer o diagnóstico de gripe suína desde que atendam a todos os critérios estabelecidos pelo Adolfo Lutz e adquiram os kits necessários para a confirmação da doença.

A ampliação da rede ocorreu devido à grande demanda que vem sendo observada nos últimos dias. Só no hospital Emílio Ribas a procura diária passou de 70 para 300, o que resulta em demora de até 2 horas no atendimento.

Barradas Barata afirma que a ampliação também ocorreu devido à expectativa do aumento do número de casos em consequência das férias e do inverno.

Casos no Brasil

Balanço divulgado ontem pelo Ministério da Saúde mostra que o Brasil tem 625 casos confirmados da doença. De acordo com o governo, há outros 673 casos suspeitos, ainda em monitoramento, no país.

O Brasil registrou no último domingo a primeira morte em decorrência da nova gripe. O caminhoneiro Vanderlei Vial, 29, que esteve na Argentina a trabalho e retornou no dia 20 ao Brasil, morreu em Passo Fundo (RS).

Segundo o vice-diretor médico do hospital São Vicente de Paulo, Júlio Cesar Stobbe, a morte foi causada por uma complicação de pneumonia viral, cuja taxa de mortalidade é elevada, mesmo quando é provocada pelo vírus da gripe comum.

Comentários dos leitores
Glória Araújo (54) 13/11/2009 22h04
Glória Araújo (54) 13/11/2009 22h04
todos estão vendo que o MS diz não ter proibido farmacias venderem antiviral,A ROCHE deu prioridade ao setor publico. COMO? nos outros paises a Roche não fez desse geito! Lá as farmacias tem o remédio para vender com receitas.SÒ AQUI NO BRASIL é que ficou sem vendas com receitas nas farmacias. Porque a Roche fez isso com o Brasil, e, nos outros paises não.
Que diferença! Os paises tem peso e medidas diferentes?? Porque o governo brasileiro não tomou nenhuma atitude com esta atitude do laboratório??
NÃO TEVE NENHUM POLITICO,NENHUM MS,NEM EMBAIXDOR PARA REVERTER ESSA ATITUDE DO LABORATÓRIO PARA O BRASIL???O MINISTÉRIO PUBLICO TAMBÉM PODERIA QUESTIONAR TAL MODELO DE DISTRIBUIÇÃO COM NOSSO GOVERNO.É PRECISO TER UMA EXPLICAÇÃO. PENSEM BÉM,NOS OUTROS PAISES A ROCHE VENDE O ANTIVIRAL,E, AQUI NÃO TEM NA REDE PARTICULAR DE FARMACIAS.
Bem entendido,o antiviral mediante receita.
Cabe ao governo pedir esclarecimentos desse fato do laboratório vender num pais e não ter para outro.
NO MINIMO SATISFAÇÂO E ESCLARECIMENTO.
DENTRO DA DEMOCRACIA, E NECESSIDADE URGENTE PROCURAR O LABORATÓRIO PARA VENDER TAMBÉM PARA REDE PRIVADA DE FARMACIAS DO BRASIL--IGUAL AOS OUTROS PAISES.
Acho que ficar esperando corremos o risco de jamais ter na rede privada o remédio antiviral.
EXEMPLO : Na Argentina toda farmacia vende com receita.
sem opinião
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Ministério da Saúde (162) 13/11/2009 16h33
Ministério da Saúde (162) 13/11/2009 16h33
Glória Araújo,
O Ministério da Saúde não proibiu a venda de Tamiflu. A empresa fabricante priorizou o envio do medicamento para os governos e não conseguiu suprir a demanda das farmácias. Cabe informar que o Ministério já está tomando as providências para garantir medicamento e vacina para toda a população alvo. Estamos à disposição.
3 opiniões
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Osame Kinouchi (4) 13/11/2009 11h07
Osame Kinouchi (4) 13/11/2009 11h07
Por que a Folha não atualiza os dados do Mapa da Gripe com os dados do boletim epidemiologico do MS de outubro de 2009 e continua a apresentar os dados de setembro de 2009? Autocensura ou acordo com o MS?
MS, cade o link para o boletim epidemiologico de 19 de outubro de 2009?
sem opinião
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