São Paulo convida hospitais particulares para atender casos de gripe suína
CLAYTON FREITAS
da Folha Online
Atualizado às 11h43.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo anunciou nesta terça-feira que passará a contar, já a partir desta semana, com hospitais particulares para o atendimento de casos suspeitos de gripe suína, como é chamada a gripe A (H1N1). Treze unidades de saúde foram convidadas a integrar a rede e reforçar o número de 18 hospitais públicos que já fazem esse tipo de atendimento.
Esses hospitais serão responsáveis por coletar material de pacientes com sintomas da nova gripe --como secreções nasais-- e encaminhar para análise. As amostras serão processadas pelo Instituto Adolfo Lutz, do governo estadual.
Os hospitais particulares considerados referências são: Sírio Libanês, Albert Einstein, as três unidades do Hospital São Luiz, Santa Catarina, Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa, Samaritano, Cema, Santa Paula, Nove de Julho e o pronto-socorro Sabará, além dos laboratórios Fleury e Dasa.
Segundo o secretário da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, a adesão à rede de atendimento aos casos suspeitos não é obrigatória por parte dos hospitais e caberá a eles decidir se irão ou não atender pacientes com sintomas. Até por volta das 11h20, apenas o hospital Albert Einstein havia confirmado que irá integrar a rede.
Dados da secretaria apontam que 80% dos casos confirmados no Estado são de pessoas que possuem convênios médicos e poderiam ser atendidas nos hospitais que hoje são convidados para integrar a rede de referência.
O secretário também afirmou que o atendimento não acarretará valores adicionais aos pacientes, pois os convênios devem cobrir esses custos. De acordo com ele, é possível que os laboratórios Fleury e Dasa venham a fazer o diagnóstico de gripe suína desde que atendam a todos os critérios estabelecidos pelo Adolfo Lutz e adquiram os kits necessários para a confirmação da doença.
A ampliação da rede ocorreu devido à grande demanda que vem sendo observada nos últimos dias. Só no hospital Emílio Ribas a procura diária passou de 70 para 300, o que resulta em demora de até 2 horas no atendimento.
Barradas Barata afirma que a ampliação também ocorreu devido à expectativa do aumento do número de casos em consequência das férias e do inverno.
Casos no Brasil
Balanço divulgado ontem pelo Ministério da Saúde mostra que o Brasil tem 625 casos confirmados da doença. De acordo com o governo, há outros 673 casos suspeitos, ainda em monitoramento, no país.
O Brasil registrou no último domingo a primeira morte em decorrência da nova gripe. O caminhoneiro Vanderlei Vial, 29, que esteve na Argentina a trabalho e retornou no dia 20 ao Brasil, morreu em Passo Fundo (RS).
Segundo o vice-diretor médico do hospital São Vicente de Paulo, Júlio Cesar Stobbe, a morte foi causada por uma complicação de pneumonia viral, cuja taxa de mortalidade é elevada, mesmo quando é provocada pelo vírus da gripe comum.
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Boletim Epidemiológico divulgado nesta segunda-feira. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), parte dos 3.605 casos confirmados refere-se às novas notificações feitas no estado e outra parte diz respeito às fichas de pacientes que anteriormente foram classificados como suspeitos e que estão sendo novamente analisadas. Ou seja, mesmo com altas temperaturas novos casos da doença têm sido registrados no Paraná.
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